Regras para frequentar as praias neste verão entram em vigor na quarta-feira. Foto arquivo: Praia Fluvial do Alamal (Gavião).

O concelho de Gavião, no alto Alentejo, “teve o melhor verão de sempre” em termos turísticos, um fator positivo apesar do cenário pandémico da covid-19. É uma constatação consensual: “a covid levou a que muita gente fugisse do litoral para o interior”, começou por dizer ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Pio, perante o “balanço” pedido pelo nosso jornal sobre o verão em cenário pandémico num concelho que aposta fortemente no Turismo.

As declarações do presidente prenderam-se com o número de visitantes quer nos espaços museológicos do concelho, bem como no Castelo de Belver, e ainda na Praia Fluvial do Alamal. “Com toda a certeza foi o melhor ano de sempre”, afirmou José Pio.

Devido ao aumento do número de turistas neste pequeno concelho do interior situado no alto Alentejo, a Câmara “forçosamente” teve de “condicionar, em muitos dias, o acesso à praia”. Já as entradas nos museu “quase duplicaram relativamente ao mesmo período do ano passado, o que leva a dizer que correu muito bem” apesar dos condicionalismos impostos pela pandemia de covid-19, “desde o estacionamento ao acesso”, explicou o presidente.

José Pio deu conta do empenho da autarquia na criação de “muitas condições” para os turistas e “felizmente não temos conhecimento de nenhum caso positivo [de SARS-CoV-2] acontecido por força daquilo que foi o uso dos nossos espaços coletivos”.

O presidente da Câmara Municipal, José Pio, no passadiço do Alamal renovado

No entanto, o autarca admite que o concelho “não estava de todo preparado para uma afluência tão grande” de visitantes referindo-se sobretudo à oferta de restauração e de dormidas, situação que espera ver melhorada em 2021 com a inauguração do Glamping.

Contudo, mais esta oferta preocupa o autarca que receia estar a Praia do Alamal “no seu limite máximo de capacidade de uso de praia. Já este ano foi difícil. Tivemos por exemplo de aumentar o número de nadadores salvadores”, conta.

A expectativa passa agora por um verão de 2021 igualmente “bom” com o regresso dos turistas que em 2020 ficaram a conhecer a qualidade do turismo no Interior do País. “O Gavião, por exemplo, teve uma grande procura de casas para arrendar 8 ou 15 dias”, indicou.

O ponto “dramático” do crescimento do turismo no concelho neste verão verificou-se na restauração. “A covid-19 obrigou ao encerramento de dois restaurantes; o Sabores de Guidintesta e O Moinho. No Gavião era difícil jantar, as exceções eram o Dente Leve, o Bar do Alamal, Pizzaria Alentejana e O Castelo em Belver”.

José Pio disse ainda que a oferta acabou por melhorar com a mudança do restaurante O Manel para novo espaço “mas já no fim do verão. Esperamos que no próximo ano apareça alguém interessado em abrir um novo espaço de restauração” na vila de Gavião, concluiu.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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