Fábrica da Tupperware em Montalvo, Constância. Foto: DR

A Tupperware instalou uma central solar fotovoltaica para produção de energia limpa em autoconsumo, na fábrica de Montalvo, em Constância, um investimento na ordem dos 900 mil euros com o objetivo de melhorar a pegada carbónica. Esta central está dividida entre um Carport (estacionamento) e uma zona no solo, no terreno contíguo à fábrica.

Atualmente, a unidade Tupperware de Montalvo é a fábrica pioneira na produção de energia limpa de todo o grupo. Esta unidade conta com 350 trabalhadores, 41 anos de existência e uma história de sucesso, uma vez que é a fábrica Tupperware com maior volume de produção na Europa.

A Helexia, que fez um investimento de cerca de 900 mil euros em toda a infraestrutura, foi o parceiro escolhido para desenvolver, gerir, manter e financiar o projeto de energia solar fotovoltaica. A colaboração técnica esteve a cargo da Prosolia Energy.

A central fotovoltaica possui uma potência de 973 kWp e produzirá anualmente 1553 MWh de energia limpa e renovável, que corresponderá a cerca de 15% do consumo total elétrico anual desta unidade fabril da Tupperware. A iniciativa evitará a emissão de 730 toneladas de CO2 por ano.

A expectativa é que este projeto de utilização de energia limpa sirva de exemplo para outras geografias, já que todas as fábricas mundiais da Tupperware têm um programa de redução do impacto ambiental. Segundo a empresa “este projeto de painéis solares é já um caso de sucesso” e portanto “deverá ser expandido para outras unidades em diferentes países”.

No caso da Tupperware Portugal, o formato escolhido de projeto foi o de financiamento incluído, modelo ESCO – Energy Service Company – em que as poupanças obtidas na fatura de eletricidade servem de benefício ao cliente, mas igualmente para financiar o investimento realizado pela Helexia. Desta forma a Helexia “assume risco ao lado do cliente, tornando claro que acredita no negócio e que o seu sucesso depende do sucesso do cliente. A Tupperware pode continuar a focar o seu capital em investimento no seu core business”, lê-se em nota de imprensa.

João Guerra, diretor de Marketing & Communication da Helexia Portugal, refere que “os produtos Tupperware fazem parte da nossa vida. É bom ver uma marca que conhecemos desde sempre, evoluir, adicionando novos canais como o digital para chegar a novos públicos. Esta história de sucesso e crescimento vem de uma preocupação grande com qualidade, design e uma matriz sustentável que passa pela economia circular e transição energética. É muito gratificante saber que a Tupperware Portugal foi pioneira na utilização de energia limpa e sentirmos a responsabilidade e confiança de termos sido o parceiro escolhido neste primeiro e importante passo”.

A mesma nota de imprensa explica que “uma das preocupações da Tupperware desde sempre foi a redução do impacto dos seus produtos no meio ambiente, procurando soluções reutilizáveis, duráveis e fáceis de usar, que ajudem a minimizar o desperdício de plástico e alimentos”.

Acrescenta que “nos últimos 75 anos, a Tupperware construiu a sua reputação como uma das marcas mais confiáveis do mundo, onde os seus produtos fazem parte da vida de várias gerações de famílias. Fiel a uma herança de design inovador, a marca continua a desenvolver novos produtos e soluções adaptados a um mundo em constante mudança, mantendo sempre a elevada qualidade”.

Tupperware Portugal, fábrica de Montalvo, em Constância. Créditos: DR

A Helexia é uma empresa de serviços energéticos que ajuda as empresas no seu roteiro de descarbonização, acelerando a transição energética e a racionalização do consumo de energia. Combinando economia e ecologia contribui que as empresas sejam mais competitivas e com uma pegada ecológica menor.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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