Fundada em maio de 1960, a União de Padarias de Santa Margarida e Tramagal Lda, com sede e fábrica em Tramagal, vai encerrar esta semana as suas portas por dificuldades de ordem financeira. A empresa de panificação, que assinalou no dia 16 de maio 58 anos de fundação, vai ter esta noite a sua última produção de pão e derivados. Com o fecho da empresa, 10 funcionários perdem os seus postos de trabalho.
Augusto Vicente, tesoureiro do TSU, esteve esta manhã na panificadora “para acertar contas” e “fazer a última encomenda de pão” para o clube, tendo lamentado ao mediotejo.net o fecho da empresa onde o clube se abastecia. “Somos clientes e agora vamos ter de encontrar uma alternativa. A panificadora foi sempre uma mais valia para a terra e acho que o Tramagal vai sentir a falta desta empresa, para além das pessoas que vão para o desemprego”.
Alguns dos gestores da empresa contactados pelo nosso jornal optaram por não prestar declarações mas Vitor Hugo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, falou em “sentimento de perda” e lamentou o fecho da Panificadora. “É uma marca que se perde no Tramagal, e perdem-se postos de trabalho, o que lamentamos. Mas é a lei da concorrência e esta era muito forte, com muita venda porta a porta. Vamos esperar que alguém pegue na marca e nas instalações e retome a produção de panificação para abastecer o Tramagal e Santa Margarida” (já no vizinho concelho de Constância), concluiu.
Fonte conhecedora do processo disse ao mediotejo.net que os resultados da empresa foram decrescendo de forma insustentável nos últimos anos, tendo daí resultado o processo de insolvência da União de Padarias de Santa Margarida e Tramagal. Com o fecho de portas, este sábado, encerra uma empresa que deu trabalho e pão a muitos tramagalenses ao longo de quase seis décadas.
