Tuna Tramagalense adia duas sessões do ciclo sobre ‘As Profissões e as Pessoas na MDF’. Foto: mediotejo.net

A associação Tuna Tramagalense inicia este sábado, dia 7 de março, às 15:00, no salão de baile da Tuna Tramagalense, no edifício TTL, em Tramagal, um ciclo de três evocações históricas e sociais das profissões mais representativas da Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), começando pela de Empregado de Escritório. As sessões, de entrada livre, serão gravadas com o propósito de constituírem um acervo documental de testemunhos que permitam ajudar à memória futura de uma realidade marcante para a história da Vila Metalúrgica.

As sessões decorrem no salão de baile da Tuna Tramagalense e, depois dos empregados de escritório, as profissões em destaque serão as de serralheiros mecânicos e profissões de máquinas e ferramentas (14 de março) e as de desenhadores, serralheiros civis e profissões das construções metálicas, fundidores e outras profissões da fundição (dia 21 de março).

A Tuna Tramagalense lembra que “as peças da MDF estão espalhadas em Portugal” e que “atestam, são memória, da enorme grandeza de uma empresa”, tendo feito notar ser “importante que haja memória das pessoas e dos profissionais que as fizeram”.

Tuna Tramagalense inicia com os ‘Empregados de Escritório’ um ciclo de três sessões sobre ‘As Profissões e as Pessoas na MDF’. Foto: DR

Nascido em Tramagal em 1856 no seio de uma família muito humilde, o fundador da fábrica, Eduardo Duarte Ferreira, começou por se dedicar ao fabrico de alfaias agrícolas, em especial charruas, estando a sua pequena forja unipessoal na génese daquela que viria a ser uma das maiores unidades industriais portuguesas, tendo adotado como seu símbolo comercial e de marca uma borboleta.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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