O TSU debateu o passado, presente e futuro no ‘Colóquio do Centenário’. Foto: mediotejo.net

No âmbito das Comemorações do I Centenário do Tramagal Sport União (TSU), o clube tramagalense, fundado a 1 de maio de 1922, realizou no sábado, dia 15 de abril, o “Colóquio do Centenário, no auditório da sede da Junta de Freguesia de Tramagal.

As intervenções foram realizadas por António Coelho de Carvalho, Octávio Oliveira e Fernando Brazão, tendo o evento contado com a moderação de Luís Filipe Dias, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Abrantes, que conduziu a sessão com mestria. Sugestões e táticas de mestre marcaram a intervenção disruptiva de António Coelho de Carvalho, um homem de 94 anos que vê o desporto muito para além do futebol. Sportinguista dos sete costados, sugeriu ao TSU aplicar na fase final que está a disputar para a subida de divisão a tática WM, com que se se deliciou e encantou no tempos dos saudosos cinco violinos.

TSU organizou o colóquio do centenário nas instalações da Junta de Freguesia de Tramagal. Foto: mediotejo.net

Octávio Oliveira, alcandorado no seu profundo conhecimento da história do Tramagal, em geral, e do TSU, neste caso concreto, lembrou o pioneirismo do clube, desde a sua génese, as ligações à MDF, a relação com a envolvente militar, o ecletismo ao nível de modalidades individuais e coletivas, o papel dos escalões de formação, a importância da identidade e o contexto da sociedade atual de um Tramagal com menos população e mais indústria.

Tendo elogiado o programa municipal FinAbrantes, Octávio Oliveira disse que o grande desafio do presente passa por conseguir envolver mais as famílias no acompanhamento do clube e das suas atividades e, em termos gerais, que o Tramagal consiga voltar a ter o nível de qualidade de vida e oferta de serviços que já teve em tempos, tendo apontado à dificuldade de fixação de pessoas na freguesia em termos habitacionais.

TSU debateu passado, presente e futuro no ‘Colóquio do Centenário’. Foto: CMA

Fernando Brazão, na qualidade de presidente da Comissão do I Centenário do TSU e de atual presidente da Assembleia Geral do clube, usou da palavra para um olhar sobre o passado, presente e futuro do Tramagal Sport União, abordando as questões sociais e a importância de um estatuto para o dirigente desportivo tendo no final feito ao mediotejo.net um resumo da sessão e do que se segue, nomeadamente as eleições que se perfilam no horizonte para um novo mandato diretivo e que deverão decorrer já em maio.

Fernando Brazão, presidente da Comissão do I Centenário do TSU. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | FERNANDO BRAZÃO, PRESIDENTE COMISSÃO CENTENÁRIO DO TSU:

A abertura do colóquio contou com uma intervenção do presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, e o encerramento esteve a cargo do presidente da direção do Tramagal Sport União, João Novo Serafim, e do presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, António José Carvalho.

João Serafim, presidente da direção do TSU. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | JOÃO SERAFIM, PRESIDENTE DA DIREÇÃO DO TSU;

Manuel Jorge Valamatos fez no final, em declarações ao mediotejo.net, uma leitura dos 100 anos do TSU e dos desafios lançados ao próprio município, em termos do desenvolvimento desportivo e social.

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes, e João Serafim, presidente da direção do TSU. Foto: CMA

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Rui Manhoso, vice-presidente da FPF, marcou presença no colóquio do centenário do TSU. Foto: mediotejo.net

Na sessão marcou também presença Rui Manhoso, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que parabenizou o clube pelo seu centenário e usou da palavra para apontar a alguns dos desafios da atualidade para o futebol, modalidades amadoras e para os agentes desportivos em geral, tendo em conta a realidade social atual.

ÁUDIO | INTERVENÇÕES INTEGRAIS NO COLÓQUIO:

Auditório da Junta de Freguesia de Tramagal acolheu colóquio sobre o centenário do TSU. Foto: mediotejo.net

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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