Tramagal muito unido na defesa teve na eficácia atacante a chave do jogo para vencer uma boa equipa do Vilarense. Foto: mediotejo.net

TRAMAGAL SPORT UNIÃO 3 – CLUBE DESPORTIVO VILARENSE 0

Campeonato Distrital da 2ª Divisão – Série B – 14ª jornada

Comendador Eduardo Duarte Ferreira em Tramagal – 16-02-2025 (15H00)

Jogo interessante no Comendador.

Jogo grande no Comendador…!!! De Vilar de Prazeres veio uma equipa a fazer um excelente campeonato, muito aguerrida, a querer “morder os calcanhares” aos líderes e a ocupar a segunda posição juntamente com o Vasco da Gama. À entrada para esta primeira jornada da segunda volta do campeonato, o Tramagal liderava, isolado, e com uma vantagem de oito pontos para os mais diretos perseguidores.

Com números estatísticos impressionantes, os “metalúrgicos” venceram 13 jogos e apenas perderam na primeira volta em Riachos, num dia de má memória para os comandados de Wilson Leite.

Tramagal é líder na Série B com boa “almofada” de pontos.

Além de alguns fiéis adeptos, os vilarenses traziam na bagagem o desejo secreto de fazer história e reduzir a diferença pontual. E fizeram por isso… O primeiro quarto de hora foi de algum equilíbrio, com o Vilarense, desinibido, a causar sérios problemas às linhas recuadas dos donos da casa.

Os “azuis” defendiam com segurança e procuravam lançar a velocidade dos seus homens mais adiantados. O pecúlio foi fraco: três cantos para os visitantes e um para os da casa.

Vilarense entrou disposto a discutir o resultado.

Aos 16 minutos “cheirou” a golo no Comendador… Sandro Henriques entrou na área do Tramagal e rematou forte ao primeiro poste. Valeu a atenção do guarda redes Daniel Marques para defesa de qualidade. Depois deste bom momento regressou o equilíbrio.

Tramagal muito unido na defesa teve na eficácia atacante a chave do jogo

Até que a meio do primeiro tempo, aos 22 minutos, Miguel Martins embalou pela ala direita e cruzou rasteiro. Na zona do ponta de lança, Xavi, aproveitando a apatia defensiva do vilarenses, empurrou para o fundo das redes, abrindo a contagem.

Xavi abriu a contagem no Comendador.

Este golo, pleno de oportunidade, veio “abrir” o jogo, começando-se a registar um ascendente dos tramagalenses.

Logo no recomeço, o Tramagal ganhou a bola e lançou o contra golpe através de boa combinação entre Miguel Domingues e Xavi que proporcionaram ao capitão Luís Ferreira um remate que saiu por cima da baliza de Telmo.

Capitão Luís Ferreira foi importante na manobra do Tramagal.

Aos 28 minutos, nova combinação atacante permitiu o remate de Francisco Oliveira que foi rechaçado pela a defensiva visitante para a zona de tiro. Novo remate foi desviado com a mão por um defensor. O juiz Tiago Duarte não hesitou e apontou a marca dos onze metros.

Frente a frente dois veteranos, Bruno Lemos e Telmo, para a cobrança do castigo máximo. Telmo adivinhou o lado, ainda tocou no esférico, mas foi impotente para o parar, alojando-se nas suas redes pela segunda vez. O Tramagal ganhava uma vantagem de dois golos no desafio.

Telmo foi impotente para travar remate de Bruno Lemos.

O Tramagal, sem grandes correrias, dilatava a vantagem e conseguia ficar mais cómodo na partida.
A perder por duas bolas, os comandados de Carlos Gonçalves acusaram o desaire mas não abrandaram as suas ações atacantes.

Aos 31 minutos os visitantes pediram castigo máximo na área dos tramagalenses mas o árbitro, bem colocado assinalou falta atacante. A segurança defensiva dos da casa, liderados por Belé, ia dando conta do recado, já que era o Vilarense a equipa com a iniciativa do jogo.

Segurança defensiva foi chave para a vitória.

Aos 32 minutos, Tomás Nunes, em boa iniciativa individual, entrou na área dos “azuis” e ganhou um pontapé do quarto de círculo. Na cobrança do canto, Sandro Henriques cabeceou para fora.

A resposta da equipa da casa foi imediata e o jovem Rafael Bráz, um júnior lançado por Wilson Leite para a ala esquerda, foi até à área contrária, levando o esforço longe de mais. Acabou desarmado.

Para o minuto 35 estava guardado um dos melhores momentos da partida. Guilherme Fonseca, de meia distância, arrancou um potente remate, colocadíssimo. Um voo magnífico de Daniel Marques negou o golo com uma “sapatada” para canto. Grande momento!

Daniel Marques manteve a sua baliza inviolada.

A pressão dos vilarenses acentuava-se e o jogo ganhava contornos de sentido único. Aos 39 minutos, uma enorme confusão na área da equipa da casa foi resolvida a punhos por Daniel. No remate de ressaca, Pedro Gouveia enviou o esférico aos aos ferros da baliza, gorando-se nova oportunidade para os visitantes chegarem ao tão procurado golo.

O Tramagal respondeu em velocidade com três unidades. O auxiliar do lado da bancada assinalou posição irregular, sendo muito contestado. À passagem do 40º minuto, Wilson Leite foi obrigado a “mexer” no seu xadrez por lesão de Rafael Bráz, entrando o veterano Diogo Rocha para o lado esquerdo da defesa.

Lesão de Rafael Bráz obrigou Wilson Leite a “mexer” antes do descanso.

Aos 42 minutos Francisco Leal tentou o remate de longe, em arco, mas a defesa foi fácil para Daniel Marques. No minuto seguinte a equipa visitante ganhou um canto e o central Diogo Pereira subiu à área contrária para cabecear ao lado.

Já em tempo de descontos, Sandro Henriques ensaiou a meia distância, a bola bateu à frente do guarda redes tramagalense e ganhou contornos traiçoeiros, obrigando Daniel a defesa apertada, a dois tempos.

Vilarense correu atrás do prejuízo.

Pouco depois Tiago Duarte apitou, mandando os protagonistas para o descanso. Primeira parte interessante com o Tramagal a não enjeitar o ensejo de marcar nas poucas oportunidades que dispôs, revelando um elevado índice de eficácia.

O Vilarense, perdulário, pode queixar-se de si próprio, dos ferros da baliza e de um guarda redes em boa forma. Merecia outro resultado ao intervalo.

Tramagal com razões para sorrir.

Nas bancadas do Comendador os adeptos da casa não perdiam de vista o que se tinha passado em campo no primeiro tempo e esperavam que a equipa conseguisse suster o ímpeto da equipa de Vilar de Prazeres e guardar a preciosa vantagem registada ao intervalo.

Havia justificada apreensão e os pupilos de Carlos Gonçalves encarregaram-se de dar razão a quem assim pensava. Assim que o árbitro da partida apitou para o reinício, o Vilarense instalou-se no meio campo da equipa da casa que ia mantendo a sua baliza inviolada.

Segundo tempo com avalanche ofensiva do Vilarense.

Logo aos 48 minutos, Sandro Henriques ganhou o duelo com Belé e rematou, ligeiramente por alto, muito perto da trave. Estava dado o aviso e aos 50 minutos uma falha defensiva da equipa da casa permitiu o remate de Tomás Nunes. Com a defesa batida, foi Belé a salvar milagrosamente em cima da linha de baliza.

Dois minutos depois Afonso Pereira segurou de costas para a baliza e esperou a chegada de Tomás Nunes. O remate saiu fraco e à figura do guarda redes Daniel. Uma avalanche atacante nos primeiros minutos…

Ataque continuado criou muitas dificuldades ao Tramagal.

Sem que os pupilos de Wilson Leite encontrassem antídoto, os vilarenses procuravam denodadamente chegar ao golo que mantivesse viva a ideia de pontuar na Vila Convívio. O Tramagal perdia Belé, por lesão, entrando André Lente, Carola e Hugo Costa, numa tripla substituição.

Aos 56 minutos, Tomás Nunes, um dos mais inconformados no Vilarense, rematou na área, Dinis Godinho cortou e Daniel Marques amarrou. Ao minuto 65, Tomás Nunes trabalhou sobre um adversário, já na área, e rematou. O alívio para a zona de tiro permitiu uma “bomba” de Leandro Nunes à trave.

Vilarense muito perto de marcar.

Sem abrandar, Tomás Nunes, aos 70 minutos amorteceu à entrada da área para o remate de Pedro Gouveia. Forte mas ao lado do alvo.

No minuto seguinte, num momento de enorme confusão na área tramagalense, o mal menor foi a cedência de um canto. Na cobrança, o guarda redes Daniel tirou o esférico em cima da linha fatal.

Daniel tirou esférico na linha de golo.

A faltar um quarto de hora para o final do tempo regulamentar, explorando o adiantamento dos visitantes, o Tramagal, em rápida transição ofensiva conduzida por Hugo Costa, assistiu Miguel Domingues na perfeição. Valeu a experiência e colocação de Telmo. Arrojou-se ao solo, bloqueando o esférico.

Aos 79 minutos, após um pontapé de baliza, uma recuperação a meio campo permitiu o contra golpe ao Tramagal. Miguel Domingues recebeu na ala direita, ganhou metros e rematou cruzado para o terceiro golo dos “metalúrgicos”. Foi o “canto do cisne” para a equipa visitante.

A equipa da casa voltou a sentir-se cómoda no jogo a e até ao apito final só “deu” Tramagal.

Miguel Domingues fez o terceiro golo e “matou” o jogo.

Aos 82 minutos Bruno Lemos testou a sua meia distância mas o esférico passou longe do alvo. No minuto seguinte um cruzamento da esquerda permitiu o cabeceamento de André Lente, ao lado.

O Vilarense ainda tentou reduzir por Sandro Henriques de longe mas o remate chegou a Daniel Marques sem criar qualquer dificuldade. Em cima da hora o Tramagal ainda beneficiou de um livre frontal que Bruno Lemos cobrou por cima da baliza. O juiz deu nove minutos de compensação e no último deles um canto, favorável à equipa da casa, permitiu a cabeçada de André Lente ao lado.

Após o golo Vilarense “eclipsou-se” do jogo.

Pouco depois o árbitro apitou dando por terminado um jogo algo atípico em que a equipa da casa mostrou ter a “estrelinha” que guiam os campeões ao ter um elevadíssimo índice de aproveitamento, marcando três golos em “meia dúzia” de oportunidades.

O Vilarense, com maior posse de bola e um número altíssimo de hipóteses de marcar, não teve engenho para ultrapassar a bem escalonada defensiva da casa que, com mexidas inopinadas, vacilou, mas manteve a coesão e solidariedade entre atletas.

O árbitro do encontro, globalmente bem, usou um critério estranho no assinalar de algumas faltas a meio campo e na amostragem de cartões. Bem nos lances capitais da partida. Os nove minutos de compensação, com os jogadores exaustos e o resultado encontrado, mostrou-se pouco atinado.

Erros de pouca monta não roubaram mérito ao árbitro.

O Tramagal Sport União com esta vitória relegou o Vilarense para o quarto posto, juntamente com o Riachense, ambos a onze pontos do líder. O TSU mantém o primeiro lugar, com mais oito pontos que o Vasco da Gama, vencedor no Pego, e 10 sobre o Espinheirense, agora terceiro classificado.

O Vilarense, na jornada 15, recebe o sensacional Espinheirense, num jogo que pode “mexer” nas contas do apuramento. O Tramagal vai cumprir a sua folga com a garantia de se manter na liderança.

Adeptos não regatearam apoio a ambas as equipas.

FICHA DO JOGO:

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:

Tramagal Sport União.

Daniel Marques, Luís Ferreira, Francisco Oliveira, Belé (Bernardo Carola), Dinis Godinho, Rafael Braz (Diogo Rocha), Bruno Lemos, Miguel Martins (André Lente), Xavi Silva (Alejandro), Miguel Domingues e Rafa Silva (Hugo Costa).

Suplentes não utilizados: João Serafim e Vasco Rosa.

Treinador: Wilson Leite.

CLUBE DESPORTIVO VILARENSE:

Clube Desportivo Vilarense

Telmo Rodrigues, Guilherme Fonseca, Diogo Pereira, Leandro Nunes, João Leal, Francisco Leal (Paixão), Sandro Henriques, Pedro Gouveia, Afonso Pereira, Marcelo Almeida e Tomás Nunes (Xavier Marques).

Suplentes não utilizados: Manuel Sousa, Bruno Gaspar, Rafael Silva e Gonçalo Monteiro.

Treinador: Carlos Gonçalves.

GOLOS: Xavi, Bruno Lemos [g.p.] e Miguel Domingues (Tramagal).

EQUIPA DE ARBITRAGEM: Tiago Duarte, João Fonseca e Simão Bernardo.

Equipa de Arbitragem: Tiago Duarte, João Fonseca e Simão Bernardo com os capitães.

No final fomos ouvir ambos os técnicos:

WILSON LEITE, treinador do Tramagal:

Wilson Leite, treinador do Tramagal.

CARLOS GONÇALVES, treinador do Vilarense:

Carlos Gonçalves, treinador do Vilarense.

C/ DAVID PEREIRA (multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

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