O Tramagal Sport União (TSU), histórico clube fundado a 1 de maio de 1922, está a desempenhar um início de época 2017-2018 de grande fulgor, com cinco vitórias em cinco jogos, no ano em que estreou o seu primeiro relvado. Até o sócio nº 1, com os seus 90 anos, quis hoje ir ver a equipa do TSU que só sabe ganhar.

Este domingo, perante uma multidão que há muito não se via, Alfredo Mota, 90 anos, sócio nº 1 e maior símbolo vivo do clube da borboleta, compareceu no Campo de Jogos Comendador Eduardo Ferreira acompanhado do seu filho para ver ao vivo os feitos do seu clube do coração.

Alfredo Mota, sócio nº 1 do TSU, um dos maiores símbolos vivos do clube de Tramagal. Foto: mediotejo.net

Saiu ao intervalo, mas no campo de jogos o mediotejo.net também entrevistou alguns ilustres associados tramagalenses, como Teófilo Moreira, cobrador de quotas e fervoroso adepto do TSU, e, por exemplo, Hermínia Braz, sócia nº 66 do clube, que diz que ao domingo ninguém lhe tira a ida à missa e ir ver o jogo do seu Tramagal. E outros, que não ligando muito ao que se passa dentro das quatro linhas, fazem a festa na secção das bifanas e das entremeadas.

Teófilo Moreira, cobrador de quotas do TSU, é um dos mais fervorosos adeptos do clube da borboleta. Foto: mediotejo.net

Com a dinâmica de vitória, o clube da borboleta reconciliou-se com os seus adeptos e associados, que agora dão outro colorido e calor humano aos jogos no Campo Comendador Eduardo Duarte Ferreira.

O TSU venceu hoje o Atalaiense por 1-0, somou mais três pontos e, sob a batuta do jovem treinador Rui Horta, lidera isolado a série A do campeonato distrital da segunda divisão da AF Santarém. Ainda não ganhou nada e até pode vir a não ganhar. Mas, como diz o rifão, candeia que vai à frente…

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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