No ano passado, vários pais e encarregados de educação fizeram chegar os seus protestos a quem de direito, juntando fotografias a um processo que acompanharam sempre de perto. Alunos seguiam em pé de Tramagal para Abrantes. Foto: DR

Vários estudantes e cidadãos da freguesia de Tramagal foram confrontados esta semana com a necessidade de irem em pé na viagem matinal de ligação às escolas e à cidade de Abrantes, num percurso sinuoso e que passa por cerca de 50 curvas entre as duas localidades, gerando desconforto, preocupação e protestos que mereceram a atenção da Rodoviária do Tejo. O problema surgiu com a redução do número de autocarros a fazer a ligação entre Tramagal e Abrantes devido a um “ajustamento na oferta”. Certo é que a procura obrigou a que a lotação de lugares sentados fosse sempre ultrapassada, tendo a empresa anunciado hoje que vai alocar um autocarro com maior capacidade já a partir de segunda-feira.

“Procedemos a alguns ajustamentos na oferta tendo em conta a procura atual e a contínua diminuição de passageiros, em termos gerais, e na linha que passa em Tramagal entrou em vigor na segunda-feira o novo procedimento [com redução de dois para um autocarro a passar em Tramagal às 7:30], que estivemos a monitorizar ao longo da semana”, disse ao mediotejo.net a diretora da Unidade Operacional de Torres Novas da empresa transportadora, tendo confirmado as situações de passageiros a viajar de pé, em números diferentes nos diferentes dias, situação que disse estar em conformidade legal.

“O atual autocarro tem capacidade para 53 lugares sentados e 27 em pé e, embora os números de passageiros verificados em Tramagal não ultrapassem a lei, vamos colocar na segunda-feira um viatura de características diferentes e com capacidade para 63 lugares sentados e 11 a 12 de pé”, situação que Teresa Fernandes disse acreditar que vai resolver a situação e ultrapassar o desconforto dos passageiros e a preocupação de encarregados de educação, isto depois de ter reunido com responsáveis da Câmara de Abrantes e Junta de Freguesia de Tramagal.

Vários estudantes e cidadãos da freguesia de Tramagal foram confrontados esta semana com a necessidade de irem em pé na viagem matinal de ligação às escolas e à cidade de Abrantes, num percurso sinuoso e gerador de desconforto, preocupação e protestos que mereceram a atenção da Rodoviária do Tejo. Foto: DR

Questionada se a Rodoviária do Tejo age sempre em conformidade com as preocupações e reclamações de passageiros, aquela responsável disse que esta situação mereceu a atenção porque o “percurso é sinuoso e gerador de desconforto e preocupação” e porque a solução não implica a alocução de mais meios.

“Sempre que possível, e desde que não implique a alocução de mais meios, estamos cá para ouvir as preocupações das pessoas e tentar agir em conformidade”, afirmou.

Celeste Simão, vereadora da Educação e Ação Social na Câmara de Abrantes, disse ao mediotejo.net que estava satisfeita com a postura da empresa por a mesma ter revelado “sensibilidade e capacidade de analisar e decidir caso a caso e não a regra e esquadro”, tendo feito notar que o problema decorreu depois de ter sido suprimido esta semana um autocarro, o que levou a que apenas uma viatura fosse insuficiente para acomodar todos os passageiros em lugares sentados.

Passageiros de Tramagal em pé durante uma semana levam Rodoviária a aumentar capacidade de autocarro. Foto: DR

Vários pais e encarregados de educação fizeram chegar os seus protestos a quem de direito, juntando fotografias a um processo que acompanharam sempre de perto, exigindo que a empresa procedesse a uma análise e revisão da situação temendo pela segurança dos seus filhos. A partir de segunda-feira fica a promessa da situação ficar resolvida e o problema ultrapassado.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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