Manuel Grácio lidera equipa diretiva na SAT até 2024. Foto: mediotejo.net

Manuel Oliveira Grácio, 76 anos, renovou o mandato de presidente da direção da Sociedade Artística Tramagalense (SAT), centenária coletividade da vila de Tramagal, fundada a 1 de julho de 1901, tendo entrado alguns elementos novos para os corpos sociais para o biénio 2022-2024.

A nova equipa diretiva assume um trabalho de continuidade, querendo retomar o leque de atividades culturais após dois anos de pandemia, e ideias não faltam em temos de plano de atividades, a apresentar em breve, quer em obras a desenvolver no edifício e espaço envolvente, quer na reabertura do café e da sala de convívio, a par da manutenção no ativo do Coro da SAT, da Jovem Orquestra Sinfónica do Tejo (JOST), da Tagus Big Band e de uma secção de aeromodelismo, recentemente criada. A comemoração do dia 1 de julho, dia de aniversário da coletividade, será uma das primeiras atividades do novo mandato.

A tomada de posse decorreu no dia 22 de maio, após o ato eleitoral de 25 abril ter contado com a presença de cerca de 40 associados. A SAT tem hoje 1.208 sócios, dos quais apenas cerca de 300 com quotas em dia, situação que a nova equipa diretiva vai querer também reorganizar. Manuel Fernando Oliveira Grácio, natural de Tramagal, foi presidente da Assembleia Geral da SAT até ter assumido a presidência da coletividade em 2018, pela primeira vez. Assume agora o seu terceiro mandato.

Manuel Grácio assume o seu terceiro mandato à frente dos destinos da SAT. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | MANUEL GRÁCIO, PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA SAT:

mediotejo.net – O que o leva a assumir este novo mandato e quais são os objetivos prioritários?

O que me leva a assumir este novo mandato, muitas vezes é a dificuldade em encontrar pessoas que queiram estar aqui. Porque, como já tenho dito, onde há muito dinheiro é fácil governar. Os objetivos é manter a sociedade viva, aberta e funcional para os tramagalenses e não só. Cumprir os objetivos, tentar trazer cultura ao Tramagal em todos os modos possíveis. Penso que temos uma boa equipa para o fazer, assim as outras situações que nós não dominamos, o permita. Agradecemos sempre os apoios que nos são dados, pela Junta de Freguesia, pela Câmara e por algumas outras entidades, porque sem esses apoios a Sociedade Artística Tramagalense já estava fechada. Há que tentar dignificá-la, porque uma coletividade, uma associação que tem mais de 120 anos, merece todo o nosso respeito.

Assume este desafio depois de dois anos de pandemia em que não foi gerir um plano de atividades e levá-las ao terreno, no entanto a coletividade não esteve completamente parada. Este é um novo ponto de arranque?

A coletividade não esteve parada, houve coisas que continuaram a funcionar, algumas até online, como foi a escola de música, que funcionou online o que foi muito bom, a JOST sempre que possível também foi fazendo os seus ensaios tal como fez ontem. Depois foram dois anos difíceis e eu penso que se sobrevivemos a esses dois anos, vamos continuar a sobreviver, por isso peço a ajuda de todos.

O plano de atividades vai ser apresentado em breve?

Exato, nós vamos marcar uma nova Assembleia Geral para apresentar o Plano de Atividades para o próximo biénio, e aí então iremos mostrar aquilo que vamos tentar fazer. Nem sempre é possível porque às vezes há coisas que nós não dominamos e de um momento para o outro, o que é agora é verdade daí a um bocado é o descalabro. Mas queremos acreditar que isto vai.

Estes dois anos de pandemia levaram ao encerramento do café da coletividade e da sala de convívio. Há perspetivas de reabrir estes espaços?

Neste momento vai ser posto a concurso a cedência do café. Por todo este mês de junho vai ser posto a concurso, e depois do café estar funcional, iremos então implementar a sala de jogos. Há também uma coisa que vai começar dentro de dias que são as aulas de zumba. Dentro de dias, dentro das nossas instalações, passará a haver, como já é apanágio e tradição, aulas de zumba. Espero que as pessoas queiram, que venham e apareçam, que nós estamos cá.

A coletividade tem hoje 1.208 sócios na listagem total, mas destes apenas uma pequena percentagem terá as quotas em dia. Para este novo mandato que mensagem quer deixar aos amigos e sócios da SAT?

Estamos a fazer uma limpeza à lista porque muitos desses sócios já faleceram, outros nem sabemos quem são, e todos aqueles sócios que não pagaram quotas até 2015, serão excluídos da lista. Brevemente essa lista irá ser apresentada e penso que iremos ficar com cerca de 250-280 sócios pagantes. Nós vamos tentar fazer o nosso melhor e contamos com os sócios para que quando houver atividades apareçam, mas quando não houver atividades e a porta esteja aberta, temos sempre muito prazer em recebê-los.

Manuel Grácio, presidente da direção da SAT. Foto: mediotejo.net

Com 76 anos, Manuel Grácio é reformado da indústria mineira, tendo trabalhado em Angola e em Castro Verde, na Neves Corvo, tendo sempre regressado ao Tramagal natal de forma regular, de onde aliás, nunca chegou a sair verdadeiramente. Depois de se reformar, em 2012, fixou-se definitivamente na vila assumindo a sua disponibilidade para contribuir para a dinamização e afirmação da centenária coletividade, conhecida como a “Catedral da Cultura”.

ORGÃO SOCIAIS ELEITOS PARA O BIÉNIO 2022-2024:

Assembleia Geral:

Joaquim Simplício – Presidente

Abílio Pombinho – 1º Secretário

José Brito Neto – 2º Secretário

Conselho Fiscal:

César Grácio – Presidente

Vitor Hugo Cardoso – Vogal

Augusto Caroço – Vogal

Miguel Vieira – Vogal

Maria Antónia Lima – Vogal

Direção:

Manuel Alves Grácio – Presidente

António Paulo Seabra – Vice-presidente

Dinis Matela – Tesoureiro

Fernando Salvador Alves – Secretário

Carlos Azevedo – Vogal

Bruno Miguel Grácio – Vogal

Liliana Albino – Vogal

Francisco Joaquim Andrade – Vogal

Paulo Antunes Vieira

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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