Tramagal homenageia antigos combatentes no 8.º aniversário do seu Memorial. Foto: CMA

O Largo dos Combatentes, em Tramagal, foi hoje palco de uma sentida homenagem aos militares da freguesia. A cerimónia, que assinalou o 8.º aniversário do monumento local, resultou de uma parceria entre o Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes e a Junta de Freguesia de Tramagal.

O evento foi presidido pelo Comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), Coronel de Artilharia Carlos Siborro Letão. A representação civil esteve a cargo do vereador da Câmara Municipal de Abrantes, Luís Dias, e do presidente da Assembleia Municipal, Arlindo Chambel. Marcaram também presença o presidente do Núcleo de Santa Margarida da Liga dos Combatentes, Coronel Baltazar, representantes da Brigada Mecanizada, o Comandante do Posto da GNR de Tramagal e o Arcipreste Adelino Cardoso, além de dezenas de antigos combatentes e familiares.

Após a receção na Junta de Freguesia e a cerimónia solene junto ao monumento, o programa previa uma deslocação à Escola Otávio Duarte Ferreira para uma visita à exposição “Para que a memória não se perca…”, uma mostra documental e de objetos organizada pelos próprios antigos combatentes da vila. As celebrações terminaram com um “Tramagal de Honra” nas instalações da autarquia local.

Inaugurado em abril de 2018, o Memorial aos Combatentes de Tramagal foi erguido por iniciativa da Junta de Freguesia para colmatar uma lacuna de décadas na justiça feita aos filhos da terra que partiram para a Guerra do Ultramar (1961-1974).

O monumento, uma estrutura em granito que ostenta a frase “Para que a memória não se perca…”, serve como um local de peregrinação e reflexão. É um símbolo do reconhecimento público aos combatentes que, vindos de uma vila com forte tradição operária e industrial, deixaram as suas famílias para servir em frentes de batalha distantes.

Desde a sua inauguração, este espaço tornou-se o epicentro das comemorações anuais que reforçam o vínculo entre as gerações atuais e o sacrifício dos seus antepassados.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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