Comendador recebeu o jogo da jornada.

TRAMAGAL SPORT UNIÃO 2 – ADRC VASCO DA GAMA 1

Campeonato Distrital da 2ª Divisão – Série B – 11ª jornada

Campo Comendador Eduardo Duarte Ferreira em Tramagal – 19-01-2025 (15h00)

Boa assistência apesar do tempo invernoso.

A chuva fez a sua aparição no Comendador, num domingo frio apesar da ausência de vento. Mas nem o tempo invernoso arrefeceu o entusiasmo nas bancadas, onde se podiam ver muitos adeptos da equipa de Tramagal e largas dezenas de adeptos do clube de Boleiros, de Ourém, a apoiar os seus jogadores.

A equipa da casa, vinda da única derrota no campeonato em Riachos, mantinha a liderança, agora ameaçada de perto (dois pontos) pelo adversário deste domingo.

Tramagal vinha de derrota em Riachos.

Os vascaínos vinham duma importante vitória contra outro candidato, o Vilarense, após estarem a perder por dois golos acabaram por vencer pela diferença mínima, numa “remontada” no segundo tempo, com um “hat trick” de João Leitão.

Com os da casa a quererem provar que a derrota em Riachos já é passado e o Vasco da Gama a “surfar a onda” do bom momento, o jogo tinha tudo para ser um bom espetáculo.

O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Santarém nomeou para este jogo um jovem com provas dadas e com grande qualidade. Afonso Maia foi uma boa aposta para dirigir o “jogo da jornada”.

Afonso Maia na escolha de campo e primeira posse de bola.

Entraram bem os pupilos de Wilson Leite, com muita posse de bola, procurando as transições seguras, evitando perdas de bola. Aos três minutos, uma boa jogada de envolvimento, com o esférico a rodar por vários jogadores levou perigo à área dos visitante.

O cruzamento da direita foi anulado pela atenta defensiva “alvi-negra”. A resposta foi imediata e levou muito perigo… Um passe vertical para o goleador João Leitão, nas costas da defensiva dos “azuis”, permitiu que este se isolasse.

Gritou-se golo nas bancadas mas o corte providencial de Belé frustrou as intenções dos visitantes.

Visitantes cedo criaram perigo.

A equipa da casa estava mais atacante, com maior posse de bola, mas a velocidade dos atacantes contrários, à semelhança do jogo de Riachos, ameaçava o extremo reduto tramagalense.

Aos seis minutos, um cruzamento ” venenoso” a partir da ala esquerda do Vasco obrigou a defensiva da casa a cortar para canto.

Iniciativas atacantes dos visitantes levaram muito perigo.

Na resposta, os tramagalenses encetaram um rápido contra golpe mas António Vaz derrubou Luís Ferreira à margem das leis. Afonso Maia optou por não exercer ação disciplinar, opção que manteve ao longo da partida.

Aos 12 minutos, um atraso sem qualquer dificuldade para o guarda redes Daniel Marques colocou o Vasco da Gama na frente do marcador e do campeonato! Daniel demorou a desfazer-se do esférico e quando o fez assistiu Miguel Leitão para golo fácil.

Miguel Leitão festeja o “brinde” da equipa da casa.

A ganhar bastante cedo, moralizada e passando a liderar o campeonato, a equipa de Tiago Silva parecia agora fora do alcance da equipa “metalúrgica”…

Só que a equipa liderada por Wilson Leite tem uma capacidade invulgar de responder com raça às adversidades. Os “azuis” não queriam perder dois jogos consecutivos, muito menos no Comendador, perante o seu público… Tinham de se agigantar para ultrapassar um Vasco da Gama recheado de jovens de muito valor.

Muito querer mas falta de discernimento.

No recomeço, um movimento atacante bem desenhado deixou Luís Ferreira sem marcação em zona frontal, à entrada da área. Rematou em jeito para defesa apertada de Diogo Fazenda.

Os tramagalenses tinham maior posse de bola, criavam boas situações de finalização, com os seus avançados em constante permuta de posições, mas na hora do último passe ou na finalização continuavam pouco eficientes. E como reza o rifão, quem não marca, sofre. Ou arrisca-se a sofrer…

Aos 19 minutos ia-se cumprindo essa máxima que todo o “homem da bola” conhece. Bruno Lemos perdeu a bola a meio campo e Manuel Lopes arrancou à desfilada, com Belé à perna, sem conseguir cortar. Rematou para defesa corajosa de Daniel Marques, a redimir-se do momento menos bom no golo.

Perda de bola empurrou o Vasco para a área do Tramagal.

Responderam os homens de borboleta ao peito com um cruzamento bem medido a partir da ala direita para remate fraco e sem direção de Miguel Domingues. O Tramagal porfiava mas o guarda redes vascaíno, Diogo Fazenda, ia tendo uma tarde tranquila.

Do outro lado do campo, a equipa que viajou de Boleiros ia aproveitando as parcas ocasiões que lhe surgiam… A meio da primeira parte uma jogada de envolvimento permitiu a entrada de vários jogadores visitantes na área contrária, fazendo rápida circulação de bola. João Leitão assumiu o remate e a bola “tirou tinta” à trave da baliza à guarda de Daniel Marques. O Vasco esteve perto do 0-2…

Muita luta a meio campo.

Entusiasmado, João Leitão arrancou em velocidade para a área dos donos da casa, “apertado” por Belé. Rematou ao lado. O jogo entrou numa toada estranha, em que ambas as equipas pareciam conformadas com o resultado! Durante largos minutos a bola andou longe das balizas, preferindo terrenos mais perto do circulo central. Aguardava-se ansiosamente o descanso…

O primeiro tempo esgotou-se com um ataque organizado pelos visitantes, pela esquerda, com o capitão Miguel Leitão a rematar cruzado. Esteve muito perto de bisar no encontro.

Vasco da Gama dispôs de melhores ocasiões para marcar.

Pouco depois o árbitro Afonso Maia decretou que era tempo de intervalo e os intervenientes recolheram aos balneários. Resultado justo, podendo ser mais dilatado, da equipa de Boleiros, premiando a eficácia e castigando o erro alheio e a falta de acutilância da equipa de Tramagal.

Com meio tempo para jogar aguardava-se para ver como iriam as equipas “mexer” nos respetivos xadrezes. O jogo prometia…

Tramagal com mais posse de bola.

Ambos os técnicos resistiram à tentação de proceder a alterações a partir do banco, optando por procurar soluções com os onzes iniciais. Mas era por demais evidente que Wilson Leite, com alguns jogadores titulares em sub rendimento, teria de fazer algo no sentido de alterar o rumo do jogo que lhe era francamente desfavorável.

A sua equipa continuava a ter mais bola e só a falta de discernimento na hora das decisões mantinha a abstinência de golos.

Equipas regressaram sem alterações.

Foi da equipa da casa a primeira hipótese de golo no segundo tempo, aos 50 minutos. Rafa sofreu falta dura de Rodrigo Reis à entrada da área, descaído pela esquerda. O vascaíno foi admoestado com o cartão amarelo pelo árbitro. Bruno Lemos, chamado a converter, levantou para a área, onde pontificavam muitas unidades de azul, mas a defensiva forasteira afastou.

Cinco minutos depois, Miguel Domingues, que encetava um “raid” à área contrária, foi travado pelo apito de Afonso Maia que terá descortinado uma falta atacante, exibindo, inclusivamente, a cartolina amarela.

Afonso Maia exibiu cartões no recomeço como profilático.

Aos 56 minutos os visitantes voltaram a estar perto de aumentar a vantagem. Na conversão dum canto, um remate “à queima” obrigou Daniel a defesa de recurso com os pés. Na recarga, a curta distância, repetiu o gesto, mantendo o resultado.

Depois de ser penalizado no golo do Vasco, Daniel Marques, com defesas preciosas, começava a ser um pilar para alterar o rumo dos acontecimentos. Dois minutos depois os “alvi-negros”, após defesa do seu guarda redes, lançaram o contra golpe obrigando Daniel a duas defesas de enorme qualidade.

Alterações trouxeram velocidade ao jogo.

À hora de jogo, quando Wilson Leite preparava uma tripla substituição, uma bola que ultrapassou a lateral foi o motivo para “sururu” junto ao banco dos visitantes. Calmamente, o juiz da partida serenou os ânimos sem que fosse necessário a amostragem de cartões.

Aos 64 minutos Belé perdeu o esférico em zona proibida e Miguel Leitão aproveitou e esgueirou-se em direção à área. Apareceu no chão mas Afonso Maia, em cima do lance, mandou jogar.

Na resposta Jota foi até à linha de fundo cruzar com boa conta e Xavi, ao segundo poste, disse “sim” e a cabeçada só parou no fundo da baliza de Diogo Fazenda. Estava restabelecido o empate.

Xavi empatou a partida.

Aos 65 minutos, Xavi, entrado cinco minutos antes, dava início aquilo que seria a “remontada”… Com o jogo de novo empatado, o Tramagal cresceu sobre um adversário menos moralizado e, com o apoio vindo das bancadas, lançou-se à procura da vitória.

Aos 74 minutos, na transformação dum canto, obrigou a intervenção de Fazenda. No rescaldo do lance Carola fica caído obrigando à sua substituição por David Monteiro.

David Monteiro substituiu Carola e agitou o jogo.

David veio dar frescura ao flanco direito e logo aos 78 minutos, em velocidade, ganhou a linha de fundo e cruzou… para trás da baliza. Mas estava dado o aviso… Aos 82 minutos voltou a ir à linha cruzar para a cabeça de André Lente que cabeceou por cima. Cheirava a golo…

No minuto seguinte, novo cruzamento de David encontrou Xavi no segundo poste que, qual papel químico, cabeceou para balançar as redes pela segunda vez no jogo.

Xavi bisou e deu os três pontos à sua equipa.

Foi a loucura no Comendador… Concretizada a “remontada”, com laivos de heroicidade, a explosão de alegria partilhada entre os adeptos e atletas de azul foi digna de registo.

Os minutos que faltavam jogar e os cinco de compensação nada alteraram e o Tramagal Sport União averbou a nona vitória a contar para o campeonato e o Vasco da Gama a segunda derrota.

Explosão de alegria no Comendador.

Vitória justa dos donos da casa que, com enorme querer, conseguiram uma segunda parte de classe e os golos surgiram naturalmente. O empate também se aceitava, premiando o labor e qualidade da equipa do Vasco da Gama.

Bom trabalho da equipa de arbitragem, chefiada pelo jovem Afonso Maia. Pequenos lapsos não deslustram uma arbitragem de bom nível. Um jovem que promete…

Boa arbitragem da equipa chefiada por Afonso Maia.

O Tramagal afastou-se dos perseguidores, mantendo os dois pontos de vantagem sobre o Vilarense, com menos um jogo e vitória no jogo entre ambos. O Vasco da Gama caiu para terceiro, agora a cinco pontos.

O Tramagal na próxima jornada vai ao Campo da Chã, em Caxarias, onde esta época já perdeu para a Taça do Ribatejo, e os vascaínos recebem um Espinheirense em altas e que venceu o Riachense nesta jornada.

Dificuldades esperadas para ambas as equipas na jornada 12.

Confira AQUI a classificação atualizada e os resultados dos jogos da jornada nas séries A e B.

FICHA DO JOGO:

TRAMAGAL SPORT UNIÃO:

Daniel Marques, Belé, Bruno Lemos, Miguel Domingues, Jota (Chico Oliveira), Luís Ferreira, Diogo Rocha (José Garcia), Rafa Silva (André Lente), Alejandro (Xavi Silva), Miguel Martins e Carola (David Monteiro).

Suplentes não utilizados: João Serafim e Dinis Godinho.

Treinador: Wilson Leite.

Tramagal Sport União.

ADRC VASCO DA GAMA:

Diogo Fazenda, Diogo Frazão, Simão Pereira (Renato Carvalho), Rodrigo Reis (Gonçalo Arriaga), André Pereira (Santiago Correia), Manuel Lopes, David Anjos, João Dias, António Vaz, Miguel Leitão e João Leitão.

Suplentes não utilizados: Rodrigo Silva, Jacinto Pedro, Marco Marques e Hugo Silva.

Treinador: Tiago Silva.

ADRC Vasco da Gama.

GOLOS: Xavi Silva (2) e Miguel Santos (Vasco da Gama)

EQUIPA DE ARBITRAGEM: Afonso Maia, Luís Ferreira e Duarte Ferreira.

Equipa de arbitragem: Afonso Maia, Luís Ferreira e Duarte Ferreira com os capitães.

No final ouvimos ambos os treinadores:

WILSON LEITE, treinador do Tramagal

Wilson Leite, treinador do Tramagal.

TIAGO SILVA, treinador do Vasco da Gama

Tiago Silva, treinador do Vasco da Gama.

C/DAVID PEREIRA (multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

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