Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Oliveira em Tramagal. Foto: mediotejo.net

O Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, já tem “luz verde” do programa PARES para avançar com um investimento na ordem dos 800 mil euros para a criação de um lar . A candidatura foi aprovada e vai permitir construir uma ERPI com 38 camas, “uma ambição de muitos anos”.

O padre Adelino Cardoso, responsável pelo Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, viu a candidatura ao programa PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, ser aprovada para a construção de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), ou seja, um lar, uma vez que atualmente “não tem essa valência”, contando hoje com Centro de Dia, Creche e Serviço de Apoio Domiciliário.

A inexistência de uma ERPI “é uma lacuna enorme na vida de Tramagal”, considera o padre Adelino Cardoso, e o novo lar que nascerá no terreno contíguo ao Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira contará com apoio da Segurança Social também para as 38 camas que a valência vai oferecer, tal como foi deliberado pela direção.

“Não é muito, mas vamos ver! Se forem necessárias mais vagas depois avançaremos”, explica o padre, dizendo que “há terreno, o projeto está feito” para um investimento de cerca de 800 mil euros, portanto falta lançar a empreitada.

“Estamos na fase de aguardar alguns pareceres para podermos perceber como se processa” a contratação da empresa que fará a obra, refere o responsável. No entanto, espera-se que a obra possa arrancar ainda em 2022, “lá para meio do ano”, calcula.

Um projeto, que além de ser “uma ambição com muitos anos” é segundo Adelino Cardoso, “mais que merecido”, também com a ambição de “ser sustentável para a comunidade”.

O padre Adelino adiantou que o programa governamental “só financia até 80%, sendo que a instituição terá de suportar, no mínimo, 20%” e teme que, no final das contas, “vá custar mais do que os 800 mil euros inicialmente previstos” porque a pandemia trouxe “uma inflação enorme das matérias primas ao nível do mercado”.

Ou seja, os restantes 20% representam um valor “significativo para a instituição. Teremos de recorrer à banca”, admite, dizendo que “a direção tem trabalhado muito na sustentabilidade” também financeira da IPSS.

Este investimento foi pensado, por isso, “no aproveitamento daquilo que há, aumentando o Centro Social, embora havendo espaços comuns”, diz indicando que implicará também a criação de postos de trabalho. “Teremos de contratar mais pessoas para trabalhar no lar, porque haverá uma nova valência”.

A ERPI irá responder “a quem tiver necessidade e sabemos que há muita gente que precisa”, conclui o padre.

De acordo com a Segurança Social, o programa PARES, “e acomodando resposta a novos desafios evidenciados no período de pandemia provocada pela covid-19, o investimento em equipamentos sociais assume uma dimensão estratégica cada vez mais relevante para o desenvolvimento de Portugal, nomeadamente na retoma da economia, em particular da economia social, cujo papel cooperante e decisivo na construção de uma sociedade socialmente mais justa e digna impulsiona para uma nova ambição da rede de equipamentos sociais, que aumente a qualidade e a capacidade das respostas nas áreas da infância, pessoas com deficiência e população idosa”.

Em agosto de 2020 surgiu o PARES 3.0, programa de apoio ao investimento para novas construções e para reabilitação de infraestruturas.

No concelho de Abrantes foram quatro as Instituições Particulares de Solidariedade Social que, recentemente, viram as suas candidaturas ao programa PARES aprovadas. Para além do Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, também o Centro Social Paroquial de Rossio ao Sul do Tejo; o Centro Solidariedade Social do Souto e a ACATIM – Associação Comunitária de Apoio à Terceira Idade de Mouriscas.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.