Os resultados da sessão de Vinhos Rosés do Concours Mondial de Bruxelles 2025 foram recentemente divulgados (ver AQUI) e o Casal da Coelheira Rosé 2024 foi premiado com a medalha de ouro.
Esta edição do concurso de Bruxelas, que este ano decorreu na Roménia, na cidade de Constanța, reuniu mais de 58 provadores internacionais que avaliaram às cegas mais de 1250 vinhos rosés – um recorde – oriundos de 34 países. Portugal obteve 10 medalhas de ouro, sendo o Casal da Coelheira Rosé 2024 a única medalha de ouro para a região Tejo.
“Sabemos que o nosso rosé é diferente! Queremos que ele seja diferente! Não queremos apenas mais uma cópia dos milhares de rosés que existem por aí, embora certamente possamos apreciar muitos deles. Queremos um rosé que reflita a nossa paixão pelo vinho, que expresse o nosso ‘terroir’ e a singularidade das nossas uvas. E o resultado está bem diante de nós: nos nossos olhos, no nosso nariz e no nosso paladar”, reagiu Nuno Falcão Rodrigues, após conhecer os resultados do concurso mundial.

O enólogo, e proprietário da quinta, manifestou “orgulho” em “toda a equipa do Casal da Coelheira, que trabalha incansavelmente, desde os invernos frios e chuvosos até aos verões quentes nas vinhas e na adega. Que equipa maravilhosa!”, exaltou, partilhando a conquista com os trabalhadores e colaboradores.


O Casal da Coelheira Rosé é um blend de 50% Touriga Nacional e 50% Syrah, indicou.
“É um rosé “saignée”, onde fizemos uma maceração curta com as películas por cerca de oito horas a baixa temperatura para extrair mais aromas frescos, mas principalmente para nos dar um sabor mais intenso e maior versatilidade gastronómica”, explicou Nuno Rodrigues.

“É um rosé que pode desfrutar perto da piscina durante os dias mais quentes do verão, mas pode acompanhá-lo durante todo o ano à mesa, harmonizando com uma grande variedade de pratos, desde saladas frescas até aos pratos mais picantes da comida asiática”, explica o enólogo de Tramagal.

E Nuno Falcão Rodrigues partilhou uma história: “Há cerca de 6 a 7 anos, estávamos a conversar com um conhecido jornalista americano e partilhando algumas deceções sobre mercados onde o nosso rosé mais escuro não estava a ser bem aceite. Tentávamos entender se deveríamos adaptar a cor do nosso rosé. O jornalista disse-nos: ‘Por favor, não façam isso! O vosso rosé será apenas mais um. Mantenham o vosso estilo e o vosso tempo irá chegar. O mercado vai-se cansar de beber sempre o mesmo’. Esse tempo chegou”.

O Casal da Coelheira é uma paixão familiar de três gerações, que cresce nas margens do rio Tejo, junto à vila de Tramagal, e que se estende por uma área com cerca de 250 hectares, distribuídos entre vinhas e diversas culturas arvenses protegidas por uma pequena área de pinhal.

Na adega métodos tradicionais de vinificação, estão lado a lado com a tecnologia enológica mais avançada, originam vinhos que vão ao encontro do consumidor mais exigente.
A aliança entre a tradição e a modernidade tem sido apresentado como “a chave da estratégia” no Casal da Coelheira. Preservando a arquitetura tradicional ribatejana, a adega data do primeiro terço do século XX e ostenta pátio interior, ladeado por paredes brancas caiadas.

Um percurso de vinhos medalhados
O empenho pela qualidade e pela autenticidade tem sido reconhecido pelo consumidor, com o crescimento constante do mercado, e através das várias distinções obtidas em concursos nacionais e internacionais de grande referência, nomeadamente em Londres – Winternational Wine Challenge, em Paris – Vinalies Internationales, e em Bruxelas – Concours Mondial de Bruxelles.
Em 2010, o Casal da Coelheira conquistou pela primeira vez o mais elevado galardão para o vinho rosé, por muitos classificado como “o melhor do mundo”. Nuno Falcão Rodrigues considera a designação “simpática” mas que “peca por algum exagero”.
“Efetivamente foi considerado o melhor rosé num concurso de dimensão mundial e é motivo de grande orgulho por ser, até hoje, o rosé português que conquistou a maior distinção a nível internacional, mas peca por algum exagero porque há outros concursos de renome”.
Até porque, garante o enólogo, é uma classificação impossível. “É irreal criar o conceito de melhor vinho do mundo. Conseguimos facilmente criar vários critérios para análise qualitativa de um vinho, mas é impossível porque há uma grande subjetividade. Os vinhos são produtos naturais, hoje feitos com ciência, com muito pouco empirismo, com muita experiência de séculos e dominamos o que está por trás do vinho em termos biológicos e químicos, mas não há uma receita para fazer um vinho. Não há dois vinhos iguais e a natureza tem o seu papel”, uma diversidade que Nuno Falcão vê como “uma grande riqueza”.
Os resultados do Concours Mondial de Bruxelles 2025 podem ser consultados AQUI.
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