Associação de Melhoramentos assinala 35 anos e junta comunidades tramagalenses. Foto: mediotejo.net

A Associação de Melhoramentos da Freguesia de Tramagal (AMFT) assinalou o seu 35° aniversário no dia 4 de junho, juntando cerca de uma centena de tramagalenses de vários pontos do país no tradicional “Almoço das Comunidades”, evento que regressou após um interregno de dois anos devido à pandemia. O dia foi de festa e de homenagens, celebrando o trabalho desenvolvido, lembrando antigos dirigentes, e apontando a novos projetos de intervenção no futuro.

Quem se juntou nesse dia à AMFT, que começou com um almoço convívio nas instalações da escola Octávio Duarte Ferreira, participou ainda no descerrar de placa em homenagem ao antigo dirigente da AMFT, já falecido, João Manito, que presidiu à Associação nos anos 90, na presença dos dirigentes da AMFT, de autarcas de Abrantes e Tramagal, e do seu filho, Álvaro Manito, que representou a família. A cerimónia de homenagem e o corte do bolo de aniversário decorreu no Campo de Ténis onde houve animação, bebidas e petiscos ao longo da tarde.

“Enaltecendo todos os dirigentes que passaram pela AMFT ao longo dos anos, assim como tantos que sempre, voluntariamente, se envolveram na vida e nas dinâmicas desta Associação, com vista à prossecução dos seus objetivos, aproveitamos esta ocasião para homenagear uma pessoa bastante considerada por todos nós, a quem o Tramagal deve um reconhecimento público e que, infelizmente já não se encontra fisicamente entre nós”, começou por referir Isabel Augusto, da direção da AMFT, no momento da homenagem.

“Em 1986 o Senhor João Manito, fez parte do grupo de 38 Tramagalenses que, fruto da sua vontade de fazer tudo o que lhes fosse possível para melhorar e desenvolver a sua Freguesia, constituíram a Comissão Instaladora da AMFT. Em 1987 integrou a 1ª Direção, foi Presidente da Direção no mandato 1994/95, continuando a integrar os corpos sociais nos mandatos seguintes”, afirmou, tendo lembrado que João Manito foi um grande impulsionador da construção do Pavilhão de Tramagal, da Casa Mortuária do Tramagal (mais tarde, também da do Crucifixo) e dos Campos de Ténis e que foi também na sua direção que a AMFT se tornou numa Entidade de reconhecido Interesse Público.

Descerrar de placa em homenagem ao antigo dirigente da AMFT, já falecido, João Manito. Foto: CMA

Ao longo da sua história, a AMFT, instituição fundada em 1987, tem contribuído para a construção de equipamentos tidos por necessários para a comunidade, como seja o pavilhão gimnodesportivo, casas mortuárias de Tramagal e Crucifixo, complexo de campos de ténis na zona desportiva da vila, a par de um parque infantil, edificado no mesmo local, e inaugurado em dezembro de 2014.

MFT/BREVE HISTORIAL

A Associação de Melhoramentos da Freguesia de Tramagal (AMFT) é uma entidade pública sem fins lucrativos que se dedica à promoção de estudos e implementação de ações de natureza diversa que visam essencialmente o bem-estar da sua população.

Esta associação criada em 29 de maio de 1987, iniciou a sua atividade estudando a forma de poder trazer sempre obras que se traduzissem em mais-valias para a freguesia. Assim, em 10 de novembro de 1991, e com vários tipos de apoios, inaugurou a casa mortuária de Tramagal, obra há muito ansiada pela população. Continuando o seu trajeto, a associação iniciou um projeto de construção de um pavilhão desportivo, obra elementar pois o apoio à atividade desportiva tanto escolar como da população era inexistente. A 20 de maio de 1995 essa obra tornou-se uma realidade visível para todos, o Pavilhão Municipal de Tramagal era inaugurado, e mais uma vez com o apoio importante da população, pois contribuiu com uma verba significativa para a altura.

Sabendo esta associação que o lugar do Crucifixo tinha o desejo de ai edificar uma casa mortuária, pôs mão à obra, foram feitos os contactos necessários, e com o apoio de todos essa obra veio a ser uma realidade em 27 de dezembro de 1997.

A Associação de Melhoramentos da Freguesia de Tramagal ao longo dos anos foi tendo sempre a preocupação de, em consonância com a Junta de Freguesia e Câmara Municipal, estabelecer prioridades e propôs-se sempre a colaborar com todos, desde que a melhoria da qualidade de vida da sua população fosse uma prioridade. Assim e após a execução de três importantes obras achou a associação que muito ainda havia a fazer. Não possuindo sede própria e tendo vontade de continuar com a execução de obra achou por bem encetar contactos com a Câmara Municipal no sentido de ser disponibilizada uma parcela de terreno na zona desportiva de Tramagal para aí poder construir uns campos de ténis.

Após protocolo estabelecido e cedência de terreno concluída, a AMFT deu inicio à construção dos atuais campos de ténis de Tramagal, inaugurados em 28 de outubro de 2001, espaço esse onde hoje tem a sua sede. Nos tempos iniciais, a sede da AMFT chegou a ser na casa do antigo dirigente João Manito, homenageado este ano 2022.

Passados alguns anos e após varias crises, em outubro de 2011 foram analisadas algumas prioridades na vila e chegou-se à conclusão que o resto da parcela de terreno cedido pela Câmara Municipal tinha de ser preenchido com uma nova obra, um parque infantil/circuito manutenção física, e cuja concretização passou assim a ser um objetivo para a associação.

A 21 de dezembro de 2014 foi então inaugurado o novo parque infantil em Tramagal, uma mais valia para a vila, um local multigeracional que permite à população usufruir deste espaço numa zona desportiva e de lazer da freguesia. 

Isabel Peixoto tomou posse a 14 de novembro de 2020 como presidente da direção da Associação de Melhoramentos da Freguesia de Tramagal (AMFT), num mandato válido por dois anos (2020-2022). Fazer obra, requalificar, preservar e manter atividades emblemáticas, como o almoço das comunidades, foram algumas das promessas da equipa que lidera, tendo as suas atividades estado condicionadas neste período pela pandemia de covid-19.

No sábado, 4 de junho, Isabel Peixoto anunciou o programa das Noites Jovens, que vão decorrer em Tramagal nos dias 8 e 9 de julho, e deu sinais de se poder recandidatar em outubro a um novo mandato, tendo lembrado que os projetos e ideias permanecerem em carteira tendo em conta a situação pandémica.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *