O jornalismo, os jornais, as rádios, a história da evolução e da importância da imprensa nas sociedades de hoje e de ontem estiveram em destaque esta quarta-feira na Escola Octávio Duarte Ferreira em Tramagal, equipamento escolar que acolhe a exposição “Evolução da Imprensa no concelho de Abrantes”.

Numa iniciativa do grupo de história do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes, e em parceria com as biblliotecas escolares e biblioteca municipal António Botto, à exposição itinerante juntaram-se comunicadores e jornalistas, num evento que culminou hoje em Tramagal com o professor e comunicador José Alves Jana, que relatou a sua vasta experiência de colaborador na imprensa regional e a evolução da imprensa no concelho de Abrantes ao longo dos últimos 100 anos, e também Mário Rui Fonseca, jornalista da Agência Lusa e do jornal digital mediotejo.net, com sede em Tramagal, com o apoio imprescindível de Anabela Diogo, José Martinho Gaspar, Teresa Mendes, e outros professores e auxiliares.

A rádio Tágide, a RAL, os jornais Abarca, de Abrantes, Correio de Abrantes, Primeira Linha, Nova Aliança, entre outros, foram motivo de apreciação, de história e de episódios, a par da imprensa livre, dos tempos do lápis azul, e da evolução da mesma pós 25 de abril.

Perante uma plateia atenta composta por alunos do 9º ano de escolaridade, que colocou também questões pertinentes sobre como é ser jornalista nos dias de hoje, a sessão terminou com a ideia de que não existem profissões fáceis, que o trabalho é uma condição para se ser feliz, e que, sem perseverança, atitude e empenho não é possível ser bom profissional, seja a profissão qual for.

O ideal, foi relevado, é saber onde queremos empenhar as nossas forças e abraçar uma profissão onde nos sintamos bem. O bom jornalismo, através das componentes da informação, do desporto e da cultura, é importante para as sociedades verdadeiramente democráticas. Os alunos mostraram reconhecer a pertinência da questão, reconhecendo não procurar a informação, antes a recebendo, e evidenciando dificuldades na seleção do que é a verdadeira notícia ou informação.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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