Trail “Rota da Hakea” desafia atletas e reforça apoio solidário ao Centro Social de Tramagal. Foto: mediotejo.net

A Brigada Mecanizada, em coordenação com o Batalhão de Infantaria Pesado e em cooperação com a Câmara Municipal de Abrantes, vai realizar, no próximo dia 30 de maio, a VIII edição do Trail “Rota da Hakea”, evento de trail running que percorre trilhos e caminhos dos concelhos de Abrantes, Constância e Chamusca.

A iniciativa, cujas inscrições decorrem até 25 de maio, integra três vertentes: Trail Longo (25 quilómetros), Trail Curto (16 quilómetros) e Caminhada (9 quilómetros), tendo todas as provas início na parada do Batalhão de Infantaria Pesado, no Campo Militar de Santa Margarida.

O Trail Longo destina-se a atletas mais experientes, devido às exigências técnicas, altimétricas e de quilometragem, atravessando trilhos florestais, caminhos agrícolas e linhas de água dos três concelhos envolvidos. Já o Trail Curto apresenta um grau de dificuldade inferior, sendo indicado para participantes menos experientes. A caminhada, sem caráter competitivo, pretende promover hábitos de vida saudáveis e inclui a possibilidade de contacto com viaturas militares.

As provas de trail terão classificações e prémios finais atribuídos aos participantes, enquanto a organização limitou o número máximo de inscrições a 700 atletas, por questões de segurança e logística.

Além da componente desportiva, o evento mantém uma forte vertente solidária. A inscrição é gratuita, mediante a entrega de bens alimentares não perecíveis, produtos de higiene e limpeza ou brinquedos, que revertem a favor do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Oliveira, de Tramagal.

Os donativos podem ser entregues desde já no Batalhão de Infantaria Mecanizado, inclusive no dia da prova, na Junta de Freguesia do Tramagal, Junta de Freguesia de Santa Margarida da Coutada, RAME, em Abrantes, e RE1, em Tancos.

Trail “Rota da Hakea” desafia atletas e reforça apoio solidário ao Centro Social de Tramagal. Foto: mediotejo.net

Na apresentação da iniciativa, o tenente-coronel de Infantaria Marco André Reis Silva destacou que o evento pretende “proporcionar uma experiência diferenciada” aos participantes, através de percursos que atravessam “alguns dos trilhos de grande beleza” da região, com destaque para a ribeira de Alcolobre.

O vereador do Desporto da Câmara Municipal de Abrantes, Luís Dias, sublinhou a importância da cooperação entre municípios e instituições militares, considerando o desporto “um fenómeno socializante” capaz de unir comunidades e valorizar o território.

Também António Veiga, diretor do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Oliveira, salientou o impacto da prova na ajuda às famílias apoiadas pela instituição, recordando que, na edição anterior, foram angariadas perto de duas toneladas de bens.

O ultramaratonista Luís Mota, padrinho da prova, considerou que a iniciativa alia “atividade física para todos” a “uma causa social extremamente importante”, destacando ainda a beleza do percurso e o crescimento da modalidade.

Por sua vez, o comandante da Brigada Mecanizada, brigadeiro-general António de Oliveira, afirmou que o evento assenta em três dimensões essenciais: treino físico, colaboração institucional e solidariedade, defendendo que iniciativas deste género fortalecem a ligação entre o Exército e as comunidades locais.

A encerrar a apresentação, Luís Mota deixou um apelo à participação e ao espírito de superação associado à prova, defendendo que “cada atleta tem a sua vitória”.

O padrinho da iniciativa considerou que o mais importante será “chegarmos todos bem” ao final do percurso, sublinhando que muitas vezes “há vitórias mais importantes” do que cortar a meta em primeiro lugar, numa referência ao caráter humano, inclusivo e solidário do Trail “Rota da Hakea”.

Criado em 2016, o Trail Solidário “Rota da Hakea” tem vindo a afirmar-se no calendário desportivo regional. Na edição de 2025, a prova reuniu 606 atletas e permitiu angariar cerca de duas toneladas de bens.

Mais informações e link para inscrições AQUI.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply