O tema “Namorar com Fair Play”, dinamizado pelo Instituto Português de Desporto e Juventude (IPDJ), abriu na quinta-feira, 20 de abril, na Praça do Peixe, a primeira edição do Festival da Juventude. Uma iniciativa da Câmara de Torres Novas que vai reunir até dia 23, domingo, várias centenas de jovens de todo o país, em workshops, iniciativas desportivas e lúdicas, assim como vários concertos.

Cerca de meia centena de jovens do 10º ano do Agrupamento de Escolas Gil Paes e da Escola Profissional de Torres Novas reuniram-se na Praça do Peixe na manhã de dia 20 para discutir o que é o namoro e quais os limites que devem ter as relações. Violência verbal, física, psicológica e sexual estiveram no centro do debate, com interpretações diversas das frases lançadas para discussão.

Gritar com o parceiro será violência? Se tiver namorado ele não pode ser amigo de outras raparigas? Quem tem muitos ciúmes tem uma grande paixão?

Nem todos têm o mesmo entendimento das questões e cada um dá a sua opinião. Uns têm namorados, outros admitem que é difícil comentar sem ter tido ainda a experiência do namoro. O amor jovem é também diferente do amor maduro, constatam alguns. Ao terminar, a formadora do IPDJ constata que se lembrarão daquela formação para o resto da vida.

Para a vereadora Sónia Sousa, impulsionadora da iniciativa e já tendo realizado outros projetos na linha da violência doméstica, o workshop concretizou o seu objetivo. “Foi uma formação muito participada e dinâmica. Esse era o objetivo, permitir essa dinâmica. É importante sensibilizar os jovens para estes temas”, constatou.

Na sexta-feira, dia 21, o workshop versará “Sexualidade e Mala de Métodos Contracetivos”, para o qual estão convidados novas turmas do concelho. A “promoção dos direitos das crianças e dos jovens”, com a participação da Amnistia Internacional, é outra das ações desta sexta-feira.

Sábado e domingo a Praça do Peixe recebe várias aulas de ginástica, dança e de atividades lúdicas.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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