Carlos Ramos é vereador na Câmara de Torres Novas Foto: Mais Ribatejo

O executivo municipal de Torres Novas votou na terça-feira, 9 de março, a transição da posição do vereador Carlos Ramos (PS) para a meio tempo, dado que este entregou o pelouro da Proteção Civil. A situação relaciona-se com a vacinação irregular do autarca à Covid-19 e a oposição voltou a defender que o vereador devia demitir-se.

Carlos Ramos integrou o executivo PS em 2017 como vereador a meio tempo, mas há alguns meses, assumindo o pelouro da Proteção Civil, havia passado a tempo inteiro, explicou o presidente Pedro Ferreira (PS).

Na primeira fase da vacinação à Covid-19, pelo facto de estar a trabalhar com a Proteção Civil, o vereador acabou a ser um dos beneficiários das designadas “sobras” da vacina, o que motivou alguma polémica quando a história se tornou pública. A oposição pediu a demissão do autarca, mas a concelhia do PS acabou por discutir a mera entrega do pelouro.

Face à nova situação, foi a votação o regresso ao estatuto de meio tempo no executivo camarário.

Da parte do PSD, João Quaresma de Oliveira considerou que se deveria ir “mais além” em relação ao caso. Já Helena Pinto (BE) tornou a referir que Carlos Ramos se deveria demitir, tendo-se abstido na votação.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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