A Cooperativa de Habitação Económica de Riachos, Sópovo, está insolvente e com o destino nas mãos de um administrador de insolvência. Na reunião camarária de Torres Novas de 1 de março, terça-feira, descentralizada em Riachos, o presidente da junta, José Júlio Ferreira, apelou a que o município pense em adquirir o edifício sede e dar-lhe um destino público.
O edifício sede da Sópovo, em Riachos, é um “símbolo da luta e do espírito do 25 de abril”, comentou José Júlio Ferreira, que foi um dos membros iniciais da instituição. O autarca manifestou algum receio de que o espaço, com a insolvência, passe para mãos de particulares, sugerindo colocar o edifício ao serviço público, nomeadamente na área da cultura.
Tanto o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, como Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, referiram que a questão será pensada pelo executivo camarário.
Em declarações ao mediotejo.net, foi com alguma emoção que José Júlio Ferreira explicou o que foi a Sópovo, uma cooperativa constituída em 1974 e que apostou na construção de habitação social para muitas famílias de Riachos e do concelho torrejano. Em 40 anos, foram cerca de 400 as habitações criadas em vários bairros – conhecidos com Bairros Sópovo – espalhados por Torres Novas. O primeiro bairro foi dos mais essenciais nos anos 70, dando casa a muitas pessoas que nunca teriam possibilidade de ter uma habitação, salientou o autarca.
“Sinto muito aquilo”, comentou José Júlio Ferreira, lembrando o espírito do 25 de Abril e o movimento que envolveu a criação da instituição. “Gostava que (o edifício sede) ficasse para utilidade pública”, afirmou.
