A Associação de Defesa do Património de Torres Novas (ADPTN) reuniu meia centena de cidadãos no seu segundo encontro de debate, dia 21 de dezembro, solstício de inverno (a noite mais longa do ano), na galeria Maria Lamas. Desta vez o tema foi “O fazer e o refazer da cidade” de Torres Novas.
Segundo comunicado de imprensa da ADPTN, “de um modo geral, as comunicações dos convidados giraram no âmbito do contexto do que é hoje a “cidade sublimada”, sitiada pelo consumo e pela falência dos sentimentos utópicos que presidiram à construção de um “lugar feliz”, uma cidade erguida para albergar uma comunidade, tão imaginada quanto a sua cidade”.
“Luiz Vassalo Rosa, arquiteto, defendeu o rio Almonda como património-chave para repensar Torres Novas”, refere. O arquiteto Paulo Durão “destacou o trinómio “história-técnica-
O antropólogo Luís Cunha abordou as “dificuldades para a verdadeira participação dos cidadãos na construção das cidades, bem como sobre os instrumentos aparentemente democráticos, como o Orçamento Participativo, que, muitas vezes, contribuem para a perversão da cidadania plena e acabam por se traduzir em meios de controlo ou embustes da participação cidadã”. Por fim, o geógrafo Jorge Salgado Simões ” sintetizou as suas preocupações sobre a Torres Novas de hoje, em três itens fundamentais: “a cidade sem plano”, “a cidade do vazio” e “a cidade por fazer””.
Em 2017 a ADPTN regressa com o site http:/adptorresnovas.blogspot.
