A menina com o casal que a criou desde bebé, na época do mediático julgamento que determinaria a sua custódia. Foto: Arquivo/Lusa

Tem já 17 anos a menina que ficou conhecida como Esmeralda. A sua custódia foi disputada em tribunal durante anos entre os pais afetivos (acolheram-na com três meses) e o pai biológico, um caso sempre seguido pela opinião pública. Depois de vários anos a residir com o progenitor em Cernache de Bonjardim (Sertã), terá pedido para viver com o casal que a tratava por “Ana Filipa”, em Torres Novas. A decisão terá partido da própria, no verão de 2018, segundo avançou esta semana o jornal Correio da Manhã.

O caso teve ampla cobertura de vários órgãos de comunicação social. Entregue pela sua mãe ao casal Adelina e Luís Gomes, que sempre a chamaram de Ana Filipa, Esmeralda viu-se no centro de uma disputa pela custódia assim que o pai biológico, Baltazar Nunes, confirmou a paternidade da criança. A guarda da menor seria atribuída ao progenitor em 2004, mas só em 2008 lhe foi entregue.

O “caso Esmeralda” fez manchetes, aberturas de telejornais e também deu um livro.

Ela manteve, porém, o contacto com o casal que a acolheu em bebé, passando um fim de semana por mês e parte das férias com eles. Segundo é noticiado, foi durante um desses períodos, no verão de 2017, que a menina, já adolescente, decidiu não regressar à casa do pai em Cernache de Bonjardim, encontrando-se hoje a viver e a estudar em Torres Novas.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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