Ruínas romanas de Villa Cardílio reabrem ao público este terça-feira. Foto: CMTN

As ruínas romanas de Vila Cardílio, em Torres Novas, retomam o seu funcionamento a partir de terça-feira, após os trabalhos de valorização do espaço. Nós últimos meses procedeu-se à requalificação do edifício de acolhimento e enquadramento paisagístico das ruínas e delineamento de percurso de visita, com sinalética explicativa.

As ruínas romanas de Villa Cardílio, situadas a cerca de três quilómetros de Torres Novas, foram postas a descoberto pelas escavações a cargo do coronel Afonso do Paço, a partir de 1962. Estes trabalhos permitiram descobrir um conjunto de alicerces, bases de colunas e pavimentos ornamentados com diversos padrões de «tesselas» pertencentes a uma antiga quinta romana composta por três elementos principais: entrada, peristilo e exedra.

A Câmara de Torres Novas adjudicou em maio de 2022 a empreitada para a valorização das ruínas romanas de Villa Cardílio, classificada como monumento nacional, pelo valor de 217.437 euros.

As obras de conservação do sítio resultam de um acordo celebrado entre a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e o município torrejano, previam a implantação, na envolvente das ruínas, de “um caminho principal, em redor, e de dois caminhos secundários que irão permitir percorrer o local, a partir do evoluir das escavações, e fazer a ligação ao extremo poente do sítio arqueológico”.

A intervenção incluiu, ainda, a colocação de seis bancos em madeira ao longo do percurso, “com vista privilegiada sobre as ruínas”, e, no extremo sul, a selagem da área com areia e posterior modelação do terreno, “de modo a salvaguardar o local e promover a integração da zona na paisagem envolvente”.

As ruínas romanas de Villa Cardílio situam-se na Estrada Municipal de Santo António da Caveira, em Torres Novas, e podem ser visitadas no horário de terça a domingo entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 18h00, até ao mês de setembro. No Inverno (outubro a março) o horário é de terça a domingo 09h00-13h00 e 14h00-17h00. As entradas são gratuitas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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