*Texto retificado sobre sentido de voto do CDS a 2 de maio de 2017, pelas 12h07
O relatório de contas da Câmara de Torres Novas recebeu pareceres negativos de praticamente todas as bancadas da assembleia municipal. Com excepção do CDS, que se absteve, toda a oposição votaria contra, passando o relatório por maioria com os votos de PS.
O tópico começou a ser votado perto da meia-noite, optando o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, por dar de imediato voz aos deputados. De recordar que o município terminou 2016 com um resultado líquido de cerca de 2 milhões de euros e uma redução da dívida em 18%, para 19 milhões. No entanto, o investimento reduziu-se, sobretudo, à obra do Convento do Carmo e várias pequenas obras ao longo do concelho.
As intervenções começaram por Arnaldo Santos (PSD) que constatou exatamente o pouco investimento municipal em resultado dos encargos do passado. António Gomes (BE) referiria que “falta clareza e um pouco de honestidade intelectual” ao documento. Manuel Ligeiro (CDU) considerou o documento pouco realista e apelou a mais rigor no planeamento da atividade municipal. Já Ramiro Silva (CDU) lamentou que nas explicações dadas durante a sessão sobre a obras do Convento do Carmo se tenha faltado à verdade.
O documento foi aprovado por maioria, com dois votos contra da CDU, quatro do BE e quatro do PSD. O CDS absteve-se.
