Uma centena de armadilhas vão ser instaladas Foto: CM Torres Novas

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Torres Novas está a desenvolver um projeto com os cinco agrupamentos de escuteiros do concelho – Torres Novas, Riachos, Pedrógão, Chancelaria e Lapas – com vista à colocação de mais de 100 armadilhas para vespa asiática. Uma das primeiras foi na quarta-feira, 17 de março, simbolicamente colocada pelo presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, no Jardim das Rosas, na companhia de representantes dos agrupamentos escutas e da Proteção Civil.

Sob o lema “Prevenir para os riscos reduzir”, o projeto visa a construção pelos escuteiros de armadilhas para a fundadora de asiática, estando a Proteção Civil responsável pela sua colocação em árvores no domínio público, refere nota de imprensa. Cabe depois aos escuteiros a sua monitorização através da colocação periódica do atrativo para captura.

De acordo com a Direção Geral de Saúde, a vespa velutina (ou asiática) “instala-se sobretudo em áreas urbanas e periurbanas. Por tratar-se de uma espécie carnívora e predadora de abelhas, configura uma ameaça à sustentabilidade da apicultura em território nacional, com eventuais consequências diretas na produção de mel e produtos relacionados, assim como na produção agrícola, por via da diminuição da polinização vegetal, ponderada a importância das abelhas melíferas nesta relevante função biológica”.

Constitui também um risco para as populações. “No caso de sentirem os ninhos ameaçados, reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros. O tratamento da picada requer os cuidados habituais para picada deste tipo de insetos”.

Solicita-se a colaboração de todos os munícipes para que não mexam nas armadilhas e, em caso de avistamento de algum ninho de vespa asiática, contactem de imediato o Serviço Municipal de Proteção Civil.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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