Foto arquivo: mediotejo.net

O município de Torres Novas promove, nos dias 12 e 13 de junho, duas visitas guiadas a sítios arqueológicos do concelho – Villa Cardílio e Praia dos Bifaces – no âmbito das Jornadas Europeias de Arqueologia.

A primeira iniciativa realiza-se na sexta-feira, pelas 15h00, nas Ruínas Romanas de Villa Cardílio, classificada como Monumento Nacional desde 1967, e será conduzida pelo arqueólogo Victor Filipe.

“É um dos mais importantes testemunhos da ocupação romana na região do Médio Tejo”, refere a organização, sublinhando que a visita permitirá acompanhar a evolução da antiga exploração agrícola romana e os trabalhos mais recentes de investigação no local.

No dia seguinte, sábado, pelas 10h00, realiza-se uma visita à chamada Praia dos Bifaces, um sítio arqueológico localizado no sistema cársico associado à nascente do rio Almonda, na entrada do Vale da Serra.

Situado a cerca de 90 metros de profundidade, o local tem sido considerado relevante para o estudo da Pré-História europeia, na sequência de trabalhos de exploração espeleológica na gruta do Almonda.

A iniciativa é promovida pelo município em parceria com a associação PaleoAlmonda, envolvendo uma equipa de espeleólogos que assegurará as condições técnicas e de segurança da visita.

A participação na atividade será limitada a 15 pessoas, devido às características do percurso, sendo exigida idade mínima de 14 anos e utilização de equipamento adequado, como calçado desportivo com sola aderente.

O equipamento de segurança, incluindo capacetes, iluminação individual e cordas, será disponibilizado pela associação responsável.

As duas iniciativas são gratuitas, mediante inscrição prévia através do Museu Municipal de Torres Novas.

As Jornadas Europeias de Arqueologia visam promover o património arqueológico e aproximar o público dos trabalhos de investigação em curso no concelho.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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