A Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes recebe no dia 3 de outubro, pelas 21 horas, a sessão de apresentação do livro “Reflexões sobre Liberdade, Identidades, Famílias” (Ed. Oficina do Livro, 2024), coordenado por Joana Mortágua, Maria Castello Branco e Susana Peralta, que estarão as três presentes para debater com o público algumas das questões suscitadas por esta obra – que consideram não “um manifesto” mas um convite para refletir, questionar e encontrar pontos de diálogo sobre as liberdades individuais , no ano em que se celebram 50 anos do 25 de Abril.
Lançado no passado dia 4 de setembro em Lisboa, o livro reune mais de duas dezenas de artigos de personalidades de quadrantes políticos e sociais diferentes, de Leonor Beleza a Francisca Van Dunem, de Catarina Furtado a Pedro Strecht. Um excerto do livro pode ser lido aqui.
“Há quem diga que a identidade é um conceito fluido, e este livro explora essa fluidez, mas sem perder de vista as raízes que nos definem”, referiu Maria Castello Branco, mestre em Teoria Política pela London School of Economics e comentadora na SIC-Notícias, no dia da apresentação da obra. “A família, que muitos querem cristalizar numa imagem idealizada do passado, é aqui tratada como o que sempre foi: uma instituição viva, que se adapta, que evolui, que reflete as mudanças da sociedade. E a condição da mulher, que alguns gostariam de considerar uma luta ultrapassada, continua a ser um campo de batalha onde a desigualdade se manifesta de tantas formas”.
Este livro “é um reflexo de um tempo que nos força a olhar para dentro e a confrontar as nossas convicções. Não por pretensão, mas por necessidade”, acrescentou, considerando esta obra um verdadeiro exercício de democracia. “Porque a democracia não é a uniformidade de pensamento – é a pluralidade de ideias”, e, apesar da diversidade de opiniões e visões de mundo, há a partilha de algo essencial: “o compromisso com o debate sério, com a liberdade de expressão e com a defesa dos valores democráticos”.
Maria Castello Branco disse ainda que este “é um livro para os inquietos, para os que ainda têm a capacidade de se surpreender com o Outro, para os que ainda se atrevem a pensar por si”.
