Foto: D.R.

O avanço das negociações em torno do traçado do acesso da A23 às zonas industriais de Riachos e Entroncamento foi abordado pelo Bloco de Esquerda (BE) na assembleia municipal de 12 de janeiro, sexta-feira, considerando-se que a proposta das Infraestruturas de Portugal (IP) não é adequada. O presidente da Câmara, Pedro Ferreira, argumentaria que já passam atualmente cerca de 5 mil camiões por mês na zona de Riachos e que, em termos de projeto do acesso, ainda nada está fechado.

O tema foi levantado pelo deputado Rui Vieira (BE), lembrando o encontro em dezembro entre as Câmaras de Torres Novas, Entroncamento e IP, onde ficou decidido que o acesso às zonas industriais se vai fazer sobretudo por Torres Novas. O BE tem uma proposta alternativa, que considera ser mais segura, uma vez que por Riachos se atravessa uma zona com muitas habitações.

Na sua resposta às intervenções, Pedro Ferreira constatou que o novo acesso não vai alterar de forma significativa a afluência naquela zona, uma vez que atualmente já ali transitarão cerca de 5 mil camiões por mês, o que já traz perigo para os peões. O investimento é uma das prioridades do Governo, com fundos nacionais e não europeus, sendo que se deve procurar a segurança e o equilíbrio entre o económico e o social.

Pedro Ferreira explicou ainda que se constatou que o maior fluxo de trânsito chega via EN349 e A23, o que justificou a decisão do acesso passar por território torrejano. Porém, “neste momento está tudo em branco” no que toca às características do traçado, frisou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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