Contra algumas opiniões mais pessimistas que apontavam a perda de força dos socialistas em Torres Novas com Pedro Ferreira a encabeçar novamente a lista à Câmara Municipal, o resultado da noite eleitoral foi uma revigorante vitória. Afastada a CDU do executivo, o PS consegue um quinto vereador, reforçando a maioria absoluta. PSD e Bloco de Esquerda (BE) manifestam-se desiludidos com os resultados eleitorais da noite de domingo, 1 de outubro, mas prometem continuar o trabalho.
“Considero uma grande vitória, pessoal também”, afirmou Pedro Ferreira ao mediotejo.net, “depois de um mandato muito atribulado, com calma e ponderação foi-se resolvendo os obstáculos” e a população torrejana deu-lhe uma vitória reforçada. O presidente eleito admite que tinha alguma esperança em conseguir o quinto vereador, resultado que se concretizou e que “foi uma coroa de glória e de responsabilidade acrescida”.
No rescaldo da noite eleitoral, Pedro Ferreira agradeceu o apoio e garante que mesmo com a estabilidade alcançada vai procurar ouvir a oposição e fazer concessões. “Vou respeitar as ideias e as propostas que queriam apresentar”, referiu.

“Vamos ter mais um mandato de sucesso”, frisou, enumerando os vários projetos que tem em desenvolvimento, como a reabilitação dos centros históricos. Sem esquecer, reforçou, uma maior aposta nas acessibilidades e na recuperação dos espaços degradados nas aldeias. “Temos um mundo à frente”, concluiu.
Menos entusiastas foram as reações quer do PSD quer do BE. Durante boa parte da noite, sendo já evidente a vitória socialista, o grande enigma era quem ocuparia o segundo lugar como a força mais votada. O BE ainda liderou algum tempo, mas acabou por ser ultrapassado pelo PSD, que terminou com uma pequena vantagem de 67 votos. Ambos os partidos conseguiram eleger apenas um vereador.
Para João Quaresma de Oliveira, vereador eleito pelo PSD, esta foi “uma derrota”. “O resultado não é positivo, queríamos mais. Julgávamos ter condições para mais”, reconheceu ao mediotejo.net. “Continuamos a ser penalizados pela conjuntura a nível nacional”, comentou, considerando que “a posição da oposição em Torres Novas ficou difícil”.
Quaresma de Oliveira vai assumir o lugar de vereador, adiantando porém que deixará a presidência da concelhia do PSD, como já havia anunciado. “Há aqui muita malta nova”, explicou, e espera que alguém queira avançar no futuro.
Helena Pinto, vereadora eleita pelo BE, considerou o “resultado positivo”, mas reconheceu também que estes não eram os objetivos do partido. “Propúnhamos tirar a maioria absoluta ao PS”, situação que não se verificou, mantendo-se apenas o lugar já alcançado em 2013.
Há no entanto “uma nova situação”, constatou Helena Pinto, com o BE a aumentar o número de votantes. No futuro estão mais quatro anos em que se procurará ter a mesma posição de crítica construtiva do último mandato.
Com exceção de Assentis, onde foi eleito o movimento independente que tinha o apoio do PSD, nas restantes nove freguesias venceram as listas socialistas. O PS venceu também na Assembleia Municipal, elegendo 11 deputados. O PSD elegeu quatro deputados, o BE três, a CDU dois e o CDS um deputado. Feitas as contas, José Trincão Marques deverá voltar a ser eleito presidente da mesa da assembleia.
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PS
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PPD/PSD
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B.E.
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PCP-PEV
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CDS-PP
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EM BRANCO
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NULOS
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