O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, garantiu esta quarta-feira, 10 de janeiro, ao mediotejo.net que o projeto para o acesso entre a A23 e as zonas industriais do Entroncamento e Riachos terá em conta as habitações e zonas de peões. Questionado sobre a reunião de dezembro com a Infraestruturas de Portugal (IP), o autarca esclareceu que ainda é prematuro discutir o projeto de acesso, uma vez que ainda está em fase de análise, devendo a obra só arrancar em 2019.
Os municípios de Torres Novas e Entroncamento reuniram-se com a IP a 22 de dezembro, por forma a discutir o traçado do novo acesso às zonas industriais contíguas. Na reunião ficou decidido que o acesso vai realizar-se maioritariamente pela a área geográfica de Torres Novas.
Questionado sobre este tema pelo mediotejo.net – tendo em conta que há outras propostas para esta ligação, salientando-se a perigosidade da proximidade das habitações – Pedro Ferreira reconheceu que se equaciona realizar a maior parte do traçado por este município. A intervenção deverá ser mais pequena no Entroncamento, em terrenos daquela autarquia, o que vai alterar a divisão de custos prevista para cada município (inicialmente de 525 mil euros cada).
O presidente salientou porém que ainda é “prematuro” discutir estes temas, uma vez que o projeto do traçado só vai ser desenvolvido este ano. “As quatro faixas só vão ser feitas onde for possível”, garantiu, e “vai haver uma preocupação especial junto de habitações”, assim como com a segurança dos peões. O tema será sempre discutido em coordenação com a junta de Riachos, salientou.
“A IP defende sobretudo a segurança”, garantiu, “onde há casas vai haver mais cuidados”. A obra só deverá arrancar em 2019.
