O Bloco de Esquerda insistiu nas criticas à requalificação da avenida José Loureiro da Rosa e ao troço entre a Zibreira e a fábrica 1 da Renova e votou contra a adjudicação da empreitada, em reunião de executivo. A vereadora Helena Pinto afirma que a obra, orçada em um milhão de euros, não é prioritária e que o projeto está mal feito.
Segundo informação municipal sobre a decisão do executivo, a empreitada de requalificação da Avenida José Loureiro da Rosa e troço (EM 557-3) entre a povoação de Zibreira e a Fábrica da Renova 1 foi adjudicada à empresa Matos & Neves, Lda., pelo valor de 752.301,13 euros, acrescido de IVA, para um prazo de execução de 270 dias. A mesma nota refere que esta via faz a ligação entre o cruzamento da avenida com a EN 243 e a fábrica da Renova que se encontra no fim da rua marginal.
“A intervenção proposta tem como objetivo principal dotar a via de uma continuidade de leitura visual, bem como de condições para os utentes pedonais, sendo colocados passeios sempre que tal seja possível devido aos constrangimentos laterais resultantes da presença de muros de vedação de edifícios e propriedades, bem como de várias infraestruturas”, adianta.
“Os trabalhos a executar incluem obras de terraplenagem, drenagem, pavimentação, obras acessórias e equipamentos de sinalização e segurança, de modo assegurar devidamente o escoamento do tráfego previsto”, conclui a mesma informação.
O tema já havia sido discutido na reunião de 22 de dezembro, com a vereadora Helena Pinto a fazer várias críticas ao projeto e ao avançar da empreitada só porque envolve a Renova. Na reunião de março, segundo informação do BE, o voto contra veio acompanhado das mesmas críticas. O projeto, adianta, trata-se de um “acordo de cooperação” com a Renova, quando havia outras prioridades no concelho.
A vereadora critica ainda a “metodologia para contratação da empresa que elaborou o projecto e as debilidades do próprio projecto. Numa obra superior a um milhão de euros vamos ficar com um conjunto de condicionalismos que retiram qualidade à obra, e mantêm insegurança para pessoas e veículos quando estava ao nosso alcance contribuir para atenuar os riscos”, conclui.

