Sexta d'Ideias, dia 31 de março, no antigo edifício da Câmara Municipal de Torres Novas. Fotografia: mediotejo.net

Na reunião de Câmara de Torres Novas o tema da denúncia de corrupção nos serviços municipais foi novamente retomado, com o vereador João Quaresma de Oliveira (PSD) a dar conta das conclusões de uma auditoria interna sobre o sucedido. Segundo mencionou, o caso em apreço deveu-se a “negligência” e “boa fé” dos envolvidos.

Uma denúncia enviada à Inspeção-geral de Finanças deu conta do facto do município torrejano contratar determinados serviços desportivos continuamente à mesma pessoa, inclusive sobre nomes de empresas diferentes, manipulando assim as regras de contratação pública. O caso foi discutido na reunião de 6 de abril e voltou à sessão de 4 de maio, tendo decorrido no último mês a auditoria interna.

Segundo Quaresma de Oliveira, que foi o promotor do debate em ambas as ocasiões, o relatório final dá conta que esta contratação foi feita na base da boa fé, embora sem o respetivo rigor que se esperaria dos serviços públicos municipais. “Estas denúncias causaram transtorno nos serviços”, afirmou, adiantando saber que houve quem colocasse o lugar à disposição.

O vereador social-democrata insistiu que a Câmara faça uma auditoria externa ao sucedido, mesmo que seja para chegarem às mesmas conclusões. Pelo menos, constatou, toda a equipa municipal ficaria mais descansada.

Em resposta, o presidente da Câmara, Pedro Ferreira (PS), salientou que os serviços pronunciaram-se em massa a esta denúncia de corrupção, respondendo às dúvidas levantadas. “Se alguma coisa correu mal não foi voluntariamente”, comentou, explicanque não havia intenção de cometer dolo.

O presidente não colocou de parte a auditoria externa, mas não confirmou se esta iria efetivamente avançar. Também a vereadora Helena Pinto (BE) apelaria a uma auditoria independente para se confirmar a situação.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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