A seca fez com que o produto amadurecesse com algumas semanas de antecedência, mas a qualidade que caracteriza a laranja do Pafarrão não parece estar em causa na XIII Feira da Laranja. Este fim de semana, 24 e 25 de fevereiro, voltam a reunir-se produtores numa pequena feira popular e animada, junto à capela, onde o mais importante é dar a conhecer o que de melhor se produz na terra.
Com um microclima particular, há quem afirme que as laranjas do Pafarrão, freguesia de Chancelaria, Torres Novas, são das melhores do mundo. Este ano a falta de chuva tornou a laranja mais miúda, explicam os produtores, mas não lhe retirou sabor. Na feira mistura-se a laranja com o figo de Torres Novas, a doçaria, os licores e o artesanato, sem esquecer a corrida de motores de rega no domingo, dia 25, que é um dos pontos altos do certame.

Fernanda Sousa vende na Feira há três anos. Inicialmente reticente em participar, apaixonou-se pela iniciativa. “Gostei tanto que não quero outra coisa”, confessa rindo. No seu expositor tem laranjas, mas também doces e licores. Um dos seus bolos venceu o concurso de doçaria da Feira em 2017 e este ano vai tentar novamente a sorte com um pudim de laranja.
Apesar da expetativa ser sempre vender, sabe que o facto de muitos vizinhos se manterem à beira da estrada nacional – a Feira fica dentro da aldeia – desvia a atenção de alguns clientes. Mas o que interessa, salienta, é a “promoção da laranja”. “Tive um cliente que veio de Mafra porque viu o evento na internet. Isto é bom para todos. Faço questão de vir”, afirma.
Um pouco mais à frente está a bancada de Luís Grilo, também produtor de laranjas no Pafarrão, que aproveitou o certame para dar a conhecer o seu mais recente produto: o Azeite Grilo, engarrafado, produzido localmente. “Viemos mais para promover do que vender fruta”, admitiu ao mediotejo.net. A iniciativa é boa “para dinamizarmos a nossa terra, promovermos os nosso produtos. Temos um microclima e os nossos produtos têm qualidade”, frisa este jovem agricultor. “Promover a terra é o mais importante”.

A mesma opinião partilha Teresa Ferreira, a vender as laranjas dos sogros. “Fui incentivada a vir pela minha sogra. Comecei a gostar e continuo a vir”, recorda, aproveitando também para dar a conhecer o seu artesanato. “Não podemos estar à espera de clientela, é mesmo para valorizar o que temos”, constatou. “É um fim de semana diferente”.
Os preços mantêm-se semelhantes aos últimos anos, entre os 0,70 e 0,80 cêntimos/kg. Para quem segue pela nacional entre o Bairro e Torres Novas, não há que enganar. Antes de encontrar a placa a indicar o corte para a feira, muitos balcões vai encontrar à beira da estrada. É parar e tentar comprovar se esta é realmente a melhor laranja do mundo…

É UMA MARAVILHA EU VOU TODAS AS SEMANAS COMPRAR Á GRACINDINHA É A PRIMEIRA DO LADO DIREITO PARA QUEM VEM DE FÁTIMA, SE ELA NÃO TIVER VOU AO JOEL O PRIMEIRO DO LADO ESQUERDO SÃO MUITO BOAS