O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, referiu na assembleia municipal extraordinária de terça-feira, 24 de maio, que o município terá que devolver 416 mil euros financiados à obra do Centro Escolar de Assentis e Chancelaria. O autarca manifestou-se algo confuso com a decisão, uma vez que o projeto recebeu o visto do Tribunal de Contas, e não soube explicar à assembleia a que se deveu esta decisão.
A informação inseriu-se num conjunto de medidas presentes na votação da Revisão ao Orçamento da Receita, sobre a qual Pedro Ferreira fez uma larga exposição. Mencionou, entre outros, a colocação de um piso sintético no Campo de Treino, o reforço dos subsídios às freguesias em 55 mil euros, a entrega ao município de cerca de um milhão de euros em fundos comunitários por ressarcimento de obras que ainda não foram concluídas e apanharam a mudança de programas de apoio, etc.
A questão sobre o porquê da devolução dos 416 mil euros do Centro Escolar de Assentis e Chancelaria foi levantada por António Gomes (BE). Já o deputado José Luís Jacinto (PSD) manifestou-se preocupado, pedindo que fosse distribuído a todas as bancadas uma cópia do relatório que ordenou esta devolução.
Pedro Ferreira tornou a referir que não entendia o motivo desta decisão, uma vez que o projeto do Centro Escolar de Assentis e Chancelaria passou por todos os procedimentos legais necessários e obteve aprovação em todas as instâncias.
