Na reunião camarária de 28 de dezembro, quinta-feira, foi aprovada por maioria uma alteração da estrutura orgânica e mapa de pessoal da Câmara de Torres Novas. Segundo o presidente do município, Pedro Ferreira, os anos de 2018 e 2019 contemplarão a abertura de várias dezenas de postos de trabalho.
“Houve uma travessia no deserto”, começou por recordar Pedro Ferreira, lembrando que os orçamentos de Estado dos últimos anos criaram muitos constrangimentos à contratação de funcionários pelos municípios.”Teve impactos, muitas vezes penosos”, referiu, afirmando que o município chegou a ter perto de 600 funcionários e que agora possui 470.
“Felizmente que o Governo entendeu que isto não podia ficar assim”, tendo dado luz verde para que cada Câmara possa apresentar um novo organograma, com novos departamentos. Neste sentido, o presidente avançou que é objetivo do município chegar aos 528 funcionários em 2018 (um aumento de 58 postos de trabalho) e 553 em 2019, para diversas áreas.
Em substituição de Helena Pinto, Roberto Barata (BE) colocaria dúvidas na renovação do enquadramento da equipa multidisciplinar “Torres Novas Mais”, que considerou retirar responsabilidades aos serviços municipais já existentes. Pedro Ferreira argumentaria que não se trata de “branquear determinadas competências”, uma vez que a equipa está sob a sua alçada, mas agilizar projetos, nomeadamente os do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).
João Quaresma de Oliveira (PSD) expressou as mesmas preocupações com a “Torres Novas Mais”, comentando esperar que esta seja efetivamente capaz de agilizar processos, dados os grandes atrasos verificados nos serviços de urbanismo.
O documento foi aprovado por maioria, com abstenção do PSD e voto contra do BE.
