A Câmara de Torres Novas aprovou um acordo de colaboração entre o município e a Santa Casa da Misericórdia que visa apoiar financeiramente instituição pela prestação de cuidados de saúde aos utentes inscritos nas Unidades de Cuidados de Saúde Pública (UCSP) no âmbito do projeto ‘Bata Branca’.
A medida, aprovada esta quarta-feira, dia 22 de novembro, surge como forma de resposta à “conhecida carência de médicos de família no concelho”, e vem formalizar o “acordo de cooperação” (celebrado a 3 de outubro) entre a Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS, I.P) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) que, através da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas, “se compromete a assegurar, em complementaridade com o SNS, a prestação de serviços e cuidados de saúde”.
O valor do apoio é fixado neste acordo (15 euros por hora, até um máximo de 40 horas por semana), e é sustentado “nos princípios da promoção do acesso, melhoria da qualidade dos cuidados de saúde, satisfação global e obtenção de ganhos em saúde”, além de ser estabelecida uma “gestão criteriosa”, e “utilização eficiente” dos recursos disponíveis “na procura e sustentabilidade económico-financeira do serviço associado”.
O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), disse que a formalização do acordo permite “o acesso ao projeto Bata Branca”, dirigido aos utentes inscritos nas UCSP sem médico de família atribuído.
Segundo a informação divulgada pela autarquia, o acordo entre o município e a Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas “produz efeitos” desde 9 de outubro e termina a 31 de dezembro, “sendo automaticamente renovável por períodos de um ano”.
