A Câmara Municipal de Torres Novas firmou esta quinta-feira, 21 de janeiro, um protocolo com a Polícia de Segurança Pública (PSP) para utilização das instalações do Colégio Andrade Corvo para formação. O espaço vai sofrer obras para o efeito e garante a continuidade da Escola Prática de Polícia no concelho, que estava a necessitar de ampliar a sua estrutura.
Num momento considerado “histórico” pelo presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, que falou via videoconferência, o município de Torres Novas e a PSP assinaram um novo protocolo de colaboração, que visa disponibilizar à Escola Prática de Polícia um novo espaço para formação. Neste sentido foi escolhido o edifício do Colégio Andrade Corvo, que o município tem arrendado à diocese de Santarém para aulas em tempo de pandemia e enquanto decorrem obras nos centros escolares.
As três entidades chegaram a acordo e o espaço vai ser posteriormente usado pela PSP.

“Irão efetuar-se neste Colégio, algumas obras de adaptação para este novo núcleo da PSP, projeto ainda em elaboração, cujos custos serão divididos entre o município e a PSP, e o protocolo em presença será ativo e ciclicamente reapreciado”, adiantou o vice-presidente Luís Silva, lendo o texto do presidente de Câmara ausente.
“O mais importante neste momento é ficar garantido que é no nosso concelho que irá desenvolver-se este importante projeto nacional, gerador de riqueza e de desenvolvimento socioeconómico. Também um contributo para a segurança pública nacional através do nosso concelho. Para já por 15 anos, renovável. Diria para toda a vida”, concluiu.
Já o diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Manuel da Silva, frisou ser este um “pontapé de saída” de um processo que decorreu em grande espírito de entreajuda entre as três entidades envolvidas. Sobre o espaço do colégio, antiga Escola Superior de Educação de Torres Novas, considerou ser “excelente”, não obstantes as “condições espartanas”, a que a polícia já está habituada, afirmou.
Este novo protocolo vai permitir, explicou, aliviar a “pressão”, ao nível de formandos, que existe na Escola Prática de Polícia, na qual decorrem muitos cursos de formação contínua.
A Escola Prática de Polícia dá este passo na mesma semana em que celebrou o seu 54º aniversário, a 19 de janeiro. Apesar de ter sido criada em 31 de dezembro de 1953, só em 21 de outubro de 1966 é que foi publicado o decreto-lei que criou o quadro orgânico da escola, tendo iniciado funções a 16 de janeiro de 1967, no antigo Convento do Calvário, em Alcântara.
A primeira Escola de Alistados decorreu nas Caldas da Rainha em 1968. A Escola Prática de Polícia funciona em Torres Novas desde 1 de Setembro de 1984, tendo como missão ministrar o Curso de Formação de Agentes (CFA), o Curso de Formação de Chefes (CFC), cursos e estágios de aperfeiçoamento e atualização de Agentes e Chefes, bem como cursos de especialização para todo o pessoal da Polícia de Segurança Pública (PSP).
