O ambientalista Mário Costa já se encontra em liberdade, após “apuramento de erro judicial de cumprimento de pena”, refere a página “Vamos Salvar O Rio Almonda”. Regressa assim o ativismo pela defesa do Almonda a Torres Novas, com uma nota do mesmo a chegar à redação do mediotejo.net: “A população e o movimento vamos salvar o rio Almonda vai tapar o ribeiro da Boa água em vários pontos. Pois não queremos este afluente no Almonda. As autoridades que resolvam”.
Mário Costa cumpria uma prisão precária, estando livre durante a semana mas tendo que se apresentar aos fins-de-semana na prisão, devido a uma agressão cometida em 2010. A detenção em maio terá sido ordenada por um juiz do Tribunal de Execuções de Coimbra, pelo facto do ambientalista não ter respeitado as suas obrigações legais.
Na sua página pessoal, Mário Costa havia deixado recentemente um voto de agradecimento pelos que o apoiaram neste último período de dois meses em que se encontrou detido. “Não estou detido por nada que me envergonhe ou me arrependa de ter mal feito, apenas fui ludibriado pela máquina processual da Justiça e pelo não cumprimento de prazos impostos dos quais não recorri em tempo útil. Mas é assim que a Justiça funciona, quem tem poder económico alimenta a roda da máquina da justiça, quem não tem, vai preso”, lamentava.
“As causas que em nome de todos tenho defendido, nomeadamente, do Rio Almonda, do Rio Tejo, da Alverca da Golegã, da saúde e bem estar futuro de todos nós, continuam actuais, pois nada nem ninguém me demoverá dessa minha odisseia pessoal a que me determinei, mesmo daqui tenho efectuado diligências para contribuir para a resolução desses problemas que a todos nos afecta diretamente”, defendeu.
Mário Costa está assim de volta, num momento em que a poluição voltou ao rio Almonda, depois de um período de ativismo ambiental em que se tinha conseguido minorar significativamente os seus efeitos.

