A Assembleia Municipal de Torres Novas aprovou na sua sessão de 30 de junho as contas de 2020. Num ano atípico, que só funcionou normalmente durante dois meses, como destacou o presidente Pedro Ferreira (PS), foi possível manter algum equilíbrio financeiro. A dívida total ficou nos 10 milhões, sendo que se registou um saldo de gerência positivo de 2,7 milhões.
O tópico de Prestação de Contas e Relatório de Gestão do exercício de 2020 foi introduzido por Pedro Ferreira, que fez uma análise às dificuldades sentidas, com a pandemia a dominar o plano orçamental. Houve assim, frisou, mais despesa corrente, nomeadamente como setores como a Proteção Civil, Saúde, Ação Social e apoios às empresas, sem esquecer os investimentos em informática e a obrigatoriedade de teletrabalho. “Foram dispêndios muito significativos”, salientou.
A receita caiu, não só devido às várias isenções de taxas, rendas e os vales distribuídos, como no Natal, mas também porque não houve espetáculos no Teatro Virgínia e eventos de variada natureza dos equipamentos municipais. A este respeito, adiantou o presidente, o município ainda assim pagou parte dos contratos culturais que já havia realizado, permitindo algum apoio aos artistas.
O ano de 2020 foi também ano de obras, com um investimento de 3,8 milhões na reabilitação de centros históricos, nomeadamente com pavimentações e melhoria de acessibilidades em todo o concelho. Foram ainda investidos 19 milhões na melhoria da qualidade dos serviços aos munícipes, enumerou, entre várias alíneas apresentadas.
O presidente terminou a referir que foi possível manter o equilíbrio financeiro, não obstante a receita se tenha ficado pelos 80% do previsto, em 32 milhões de euros. A dívida total encontrava-se no final do ano nos 10 milhões de euros, com 9 milhões relacionados com empréstimos. O resultado líquido do ano é de 2,7 milhões de euros.
Na votação, o PSD referiu que se iria abster, por não concordar na totalidade com as opções do executivo PS. A CDU considerou que a execução do orçamento ficou aquém das expectativas, o que comprovava muitos dos votos contra da bancada ao longo do ano, reprovando assim as contas. Já o BE apontou a incapacidade de gestão socialista e falta de planeamento, também votando contra.
Deste modo, apenas o PS votou favoravelmente a prestação de contas de 2020, após uma longa exposição em que se frisou o equilíbrio financeiro do município.
