A contratação de um novo diretor artístico para o Teatro Virgínia foi motivo de discussão na assembleia municipal de Torres Novas de 19 de dezembro, quarta-feira, com a CDU a questionar para quando será escolhido um novo responsável pela programação, após a saída de Rui Sena em outubro. Em resposta a uma interpelação do deputado António Gomes (BE), o presidente Pedro Ferreira (PS) referiu que não está nada preparado para a entrada de um novo diretor.
O tema foi levantado pela deputada Cristina Tomé (CDU), pedindo um ponto de situação relativamente ao processo de contratação de novo diretor artístico. Pedro Ferreira explicou que, com o processo de descentralização administrativa a decorrer, vão surgir em breve novas regras para estas áreas de dinamização cultural, pelo que seria uma precipitação escolher um novo diretor de imediato.
“A qualidade do Virgínia vai continuar”, garantiu o autarca, mostrando-se orgulhoso com o trabalho da equipa municipal que assegurou os cabeças de cartaz do programa após a saída de Rui Sena. Segundo adiantou, o concerto de Áurea, em março, já tinha pouco bilhetes disponíveis e o de Pedro Abrunhosa, em janeiro, já está “esgotado”. “Onde é que está a diferença?”
A resposta, porém, não convenceu, com um elemento do público a pedir para intervir e saindo posteriormente a apelar ao município que explique a que se deveu a saída de Rui Sena. Cristina Tomé tornou a pedir a palavra, frisando que o teatro tem que ter um responsável especializado.
Já António Gomes questionou diretamente o presidente se era mentira o que vinha na comunicação social de que a Câmara estava a preparar a contratação de um novo diretor artístico. Pedro Ferreira afirmaria apenas que não está nada preparado.
Face a alguma exaltação em torno da questão, o presidente Pedro Ferreira declarou que questão da direção artística do Teatro Virgínia é “política” e recusa-se por tal a falar sobre ela.
No âmbito do anúncio da programação do Teatro Virgínia, a 15 de dezembro, Pedro Ferreira afirmou à Lusa que foi iniciado o procedimento para a escolha de um novo programador, salientando que a programação apresentada “não desvirtua o trabalho que tem vindo a ser feito e mostra a vontade de continuar a manter a qualidade e diversidade” da oferta cultural do concelho.
A mesma informação foi avançado pela vereadora da cultura, Elvira Sequeira, ao mediotejo.net, adiantando que Rui Sena deixou a programação praticamente completa, mas que já foi responsabilidade dos serviços municipais as contratações de Áurea, Paulo de Carvalho e a peça de teatro “O Deus da Carnificina”.
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