A Associação de Melhoramentos de Resgais (AMR), em Resgais, união de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel, celebrou no sábado, 3 de março, os seus 25 anos. O mediotejo.net aproveitou a ocasião para falar com o presidente, João Trindade, que se encontra no final do seu primeiro mandato. Ao fim de um quarto de século, a AMR apresenta-se como uma associação dinâmica e cheia de juventude, com ambição de oferecer muito mais à população.
Fundada em 1993, a AMR tem como símbolo o seu grande pavilhão polidesportivo em Resgais, que contempla hoje um grande salão desportivo, uma biblioteca, um bar, uma sala de jogos e um ginásio. Este último é um projeto da direção de João Trindade, que espera ainda conseguir ampliar o espaço para albergar mais oferta. Atualmente, 20 pessoas já utilizam as máquinas existentes em aulas de pilates clínico.

João Trindade sucedeu a António Pedro Cardoso, falecido num acidente em 2015, que inspirou a criação da biblioteca hoje existente na AMR. “Vim para a AMR por admirar o trabalho dos outros”, confessou o responsável, “como uma terra com 200 habitantes consegue erguer um pavilhão destes”, com todas as condições que possui, resultado sempre da colaboração e investimento da população. Uma “aldeia envelhecida, mas que não está a envelhecer”, constatou, evidenciando as novas famílias que se têm formado na localidade.
A recandidatura para novo mandato parece assim inevitável. “Não consigo dizer que não a estas pessoas. O impacto na vida das pessoas é tão grande que a responsabilidade…parar não é possível”, confessou. O projeto principal neste momento é finalizar o refeitório exterior, utilizado por alturas das festas populares. “Fazer um edifício com condições” para receber refeições, explicou.
O pavilhão polidesportivo recebe por semana os treinos de 15 equipas. A AMR possui ainda um grupo de teatro que, não obstante a estagnação, João Trindade afirma que é para continuar, assim como o grupo de bordados. Na calha está também um livro sobre os 25 anos da AMR, da autoria de João Trindade, que deverá ser lançado durante este ano.
“Comecei-me a aperceber de como foram os primeiros tempos” da associação, referiu, a compra de terrenos, a legalização. “Foi a população de Resgais que emprestou dinheiro” para a obra, o que “é uma coisa excecional”. “Muitas pessoas deram materiais de construção, horas de trabalho no pavilhão”, salientou. “Só na fase final do pavilhão houve ajuda da Câmara de Torres Novas”, frisando o contributo do então vice e atual presidente, Pedro Ferreira.
Na festa dos 25 anos, juntou-se a primeira e a última direção da AMR. “Tivemos o cuidado de os convidar pessoalmente”, referiu João Trindade, lembrando que alguns ficaram com as lágrimas nos olhos, recordando as muitas noites passadas sem dormir em torno do projeto do pavilhão.
Um dos momentos mais marcantes da tarde foi efetivamente a intervenção do primeiro presidente da AMR, Abel Cardoso. “Ninguém acreditava em nós. Toda a gente dizia que era uma loucura fazer um pavilhão com estas dimensões”, recordou. “Esta associação contou com grandes elementos”, referiu, lembrando alguns dos membros da primeira direção.
Mas “a grande homenagem é para a população dos Resgais (…) Foram eles os grandes impulsionadores, aqueles que acreditaram em nós, aqueles que ofereceram milhares e milhares de horas de mão de obra de borla aqui neste pavilhão”.
Seguiu-se a intervenção de João Trindade, que concluiu afirmando que “na AMR nada é impossível”, encontrando-se a associação com as contas equilibradas. “Tenho orgulho em pertencer à AMR”, frisou, agradecendo o apoio de Pedro Ferreira e a todos os que contribuíram para que a formação da associação.
“São um verdadeiro exemplo de como as pessoas nos sítios mais recônditos se podem organizar em família”, comentou Pedro Ferreira. “A Câmara cá estará sempre que for preciso, dentro das possibilidades”, garantiu.
