João Garcia Miguel leva "Maria Coroada" ao Teatro Virgínia. Foto: DR

A Companhia João Garcia Miguel, a Alma d’Arame e a ASTA Teatro levam à cena a história de Maria das Neves Custódio, líder da seita da Granja do Tedo. “Maria Coroada” sobe ao palco do Virgínia, em Torres Novas, na sexta-feira, às 21h30.

Baseada na história verídica de Maria das Neves Custódio e no seu “Cisma de Granja do Tedo”, Maria Coroada recua a meados do século XIX, onde uma misteriosa seita eclode numa pequena aldeia, no interior de Portugal. Com texto de João Garcia Miguel, que partilha a encenação com Amândio Anastácio, Maria Coroada propõe olhar a capacidade humana de conversar com os deuses dentro de nós.

Em palco, sete intérpretes – atores e músicos – exploram a dualidade desta história, com tanto de manifestações religiosas e pagãs como de ideais à época vanguardistas. Maria Coroada oferece momentos entre o absurdo e o divertido, desafiando o público a refletir sobre o poder de um livro para veicular histórias e transformar uma comunidade.

Oceana Basílio é a protagonista desta peça. O elenco conta ainda com Manuel João Vieira, Miguel Moreira, Rui Oliveira, Carmo Teixeira, Gustavo Antunes, Sérgio Novo e o músico João Bastos.

“Maria Coroada” é uma cocriação entre A Companhia João Garcia Miguel, a Alma d’Arame e a ASTA Teatro, em coprodução com Teatro Nacional São João, o Teatro Aveirense, o Cine Teatro Curvo Semedo, o Cine Teatro Louletano e o Teatro Virgínia, palcos por onde passará.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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