A crise sanitária tornou inviável o tradicional jantar de Natal dos funcionários do município de Torres Novas. Para contornar o problema, o executivo socialista aprovou na reunião de câmara de quarta-feira, 9 de dezembro, um montante de 10 mil euros para o Fundo Social dos Trabalhadores do Município, que se vai destinar a oferecer uma prenda em forma de voucher para gastar no comércio local. A solução, aparentemente pacífica, esteve longe de gerar consenso.
As dúvidas foram levantadas pela vereadora Helena Pinto (BE) e receberam a concordância do vereador João Quaresma de Oliveira (PSD). A essência do jantar de Natal, que é a confraternização, não é transponível para uma prenda em forma de voucher, refletiu Helena Pinto. A situação poderá ser inclusive mal interpretada pela opinião pública, alertou.
A vereadora apelou a que não se votasse a atribuição dos 10 mil euros para o Fundo Social dos Trabalhadores do Município e se aguardasse por outra época para se fazer um jantar de confraternização, eventualmente na Primavera.
Na discussão, o vice-presidente, Luís Silva (PS), argumentou que embora o adiamento do jantar pudesse parecer boa ideia, não se sabe quando a crise sanitária vai terminar, pelo que o jantar poderá nunca se realizar. Os 10 mil euros, apontou, traduzem-se na prática numa prenda de cerca de 15 euros que cada funcionário municipal poderá gastar no comércio local.
O tema ainda gerou alguma discussão, com Helena Pinto a reiterar que se está a desvirtuar o sentido do jantar de Natal dos funcionários municipais com este tipo de prendas, acabando por abster-se na votação. Tendo concordado com a eleita do BE, Quaresma de Oliveira acabaria, no entanto, por votar a favor.
