Entrada da Fabrióleo em Carreiro da Areia, Torres Novas. Foto arquivo: mediotejo.net

A Fabrióleo terá recebido uma “ordem de encerramento de exploração industrial”, avança o jornal Expresso esta quarta-feira, 31 de janeiro, na sua edição online.

Citando fonte do Ministério do Ambiente, o semanário refere que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considerou que a empresa de óleos vegetais de Torres Novas “não reúne condições para continuar a laborar”, tendo em conta que “mantém condutas lesivas do Ambiente” assim como “a ausência de título de utilização” das suas instalações.

Apontada por ativistas e população como a grande poluidora da ribeira do Serradinho e da ribeira da Boa Água, a Fabrióelo tem acumulado vários processos em tribunal.

Em outubro a fábrica foi ilibada de um processo de contraordenação movido pelo Ministério Público, uma vez a juíza considerou que as amostras pontuais recolhidas na noite de 7 de agosto de 2015 não se revelavam idóneas para suportar a contraordenação.

Em novembro seguinte, porém, foi condenada a pagar 27 mil euros por infrações detetadas na área da gestão de resíduos, emissão de poluentes do ar e descarga de águas residuais, segundo avançou na altura o Ministério do Ambiente.

Segundo o jornal Expresso, o governo terá avançado agora com uma ordem de encerramento de exploração industrial.

* Ao início da noite desta quarta-feira, a Fabrióleo emitiu um comunicado dizendo que a informação avançada pelo Expresso é “falsa”. Ver notícia aqui.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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