A ETARI da Fabrióleo , conhecida por 'piscina olímpica',tem cerca de 4.200 m3 de resíduos líquidos perigoso. Foto arquivo: mediotejo.net

Na sequência da notícia do Expresso de que a Fabrióleo teria recebido uma ordem de encerramento de exploração industrial pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a fábrica reage em comunicado afirmando que a informação é falsa.

A Fabrióleo esclarece que “contrariamente ao que está a ser veiculado por alguns órgãos de comunicação social, não existe nenhuma decisão que ordene a suspensão, o encerramento ou a cessação da sua atividade industrial. A divulgação desta informação é falsa e muito prejudicial ao exercício da sua indústria e ao seu bom nome”.

“É falsa a falta de legalidade da ETAR  biológica da Fabrióleo – cuja construção foi recomendada pelo IAPMEI – dado que existe uma sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria que confirma a sua legalidade”, recorda.

A fábrica afirma ainda ser falso que seja “responsável pelos maus cheiros e poluição. A empresa já comprovou que há pelo menos 50 fontes poluentes de várias empresas da Região e quanto a isto nada tem sido feito pelas entidades competentes e pela própria Câmara Municipal de Torres Novas”.

A empresa refere que tem sido tratada de forma discriminatória “por parte das autoridades pelas quais a empresa é regulada, principalmente, em relação a outras empresas da mesma região que passam incólumes e não estão sujeitas ao mesmo escrutínio e exigências. Este comportamento discriminatório tem como resultado a distorção do normal funcionamento de uma economia de mercado”.

“É muito grave que continuem a prejudicar o bom nome e funcionamento da empresa para favorecimento de agentes económicos do setor”, continua. “A Fabrióleo tudo tem feito para cumprir o seu compromisso de melhoramento, controlo e investimento permanentes no seu processo produtivo e salvaguarda do ambiente, sempre com total disponibilidade para cooperar com todas as entidades públicas ou privadas idóneas na requalificação ambiental do concelho”.

O jornal Expresso avançou ao final da tarde de quarta-feira, citando fonte do Ministério do Ambiente, que a Fabrióleo teria recebido uma “ordem de encerramento de exploração industrial”. Segundo o periódico, a APA considerou que a empresa de óleos vegetais de Torres Novas “não reúne condições para continuar a laborar”, tendo em conta que “mantém condutas lesivas do Ambiente” assim como “a ausência de título de utilização” das suas instalações.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 Comment

  1. O encerramento desta fábrica, só peca por tardia.
    Anos e anos a prejudicar as populações vizinhas com maus cheiros, com actividade industrial ilegal.

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