Feira de Época convida a uma viagem no tempo em Torres Novas. Foto arquivo: Zé Paulo Marques

O arranque da Feira de Época de Torres Novas aconteceu ao final da tarde de quinta-feira, abrindo espaço para quatro dias de festa no centro histórico da cidade. O presidente da Câmara Municipal, Pedro Ferreira, marcou presença na abertura de um evento que considera como “um dos mais expressivos da agenda cultural do concelho”, perspetivando receber nos próximos dias em Torres Novas milhares de visitantes.

“Todos os anos recebemos nesta Feira entre 75 mil e 100 mil pessoas. Quando me questionam sobre a continuidade deste evento, está aí a resposta. As pessoas gostam desta festa. Tem sido um sucesso. E, este ano, a expectativa é ainda maior”, deu conta o autarca.

Feira de Época convida até domingo a uma viagem no tempo. Foto: Zé Paulo Marques

“Depois do covid, é a primeira vez que mergulhamos neste ambiente de recriação histórica, sem restrições”, disse Pedro Ferreira ao mediotejo.net, reconhecendo que este evento continua a ser “uma boa aposta para a estratégia de promoção do concelho”.

Feira de Época convida até domingo a uma viagem no tempo. Foto: Zé Paulo Marques

“Há um ranking que destaca as Feiras de Época a nível nacional. E a nossa feira, tem ficado sempre nos três primeiros lugares, de acordo com a avaliação que é feita por especialistas, como profissionais do malabarismo, da música de época, das aves, da gastronomia, da luta… E é sempre com muita alegria que recebo essa notícia. Espero que volte a acontecer o mesmo este ano”, partilhou o autarca.

Para tal sucesso, considera Pedro Ferreira, muito contribui “a localização privilegiada da Feira, no coração da cidade”, e a “organização rigorosa e muito profissional” do próprio evento.

Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas. Créditos: mediotejo.net

“Estamos no centro histórico de Torres Novas, junto ao rio e ao Castelo, num ambiente muito bonito, muito divertido e curioso. Basta reparar na forma como as pessoas estão trajadas e no cuidado extraordinário que têm na utilização das vestes, desde os atores e figurantes contratados aos voluntários. E, até os próprios visitantes tomam a iniciativa de entrar neste espírito, com as vestes à época. É tudo muito profissional. Não se vê ninguém trajado à época, com calçado dos tempos de hoje, por exemplo. Não brincamos às épocas. É tudo muito rigoroso. E essa imagem cria uma riqueza muito emblemática”, notou.

Feira de Época de Torres Novas, 2023. Créditos: mediotejo.net

“Temos zonas de estacionamento, temos gastronomia e bebidas quanto baste. Temos segurança. Ampliámos a Feira, criando novos espaços, como no Jardim das Rosas. Aumentámos o número de expositores, que vieram de vários pontos do mundo. Vale a pena vir aqui. Temos tudo o que é preciso para nos divertirmos”, vincou.

Feira de Época convida até domingo a uma viagem no tempo em Torres Novas. Foto: Zé Paulo Marques

Este ano sob o mote “Femina Mundi: As irmãs Sigeas” , a Feira de Época de Torres Novas lembra a história de duas mulheres com grande influência, à época, na história e na cultura da então vila torrejana.

“Temos muito orgulho na nossa história. Esta feira serve para a recriarmos e para a divulgarmos. Desta vez, tem uma particularidade especial, que foi recriar duas figuras femininas, duas mulheres, que à época fizeram a história cultural de Torres Novas, aristocrática, é certo, como se impunha naquele tempo. As irmãs Sigeas não foram muito faladas ao longo do tempo, mas os nossos técnicos da cultura acabaram por descobrir a sua história e a sua influência para Torres Novas e por trazê-las a esta Feira”, afirmou Pedro Ferreira, recordando um episódio curioso:

“Um homem chamado José Hermano Saraiva, que todos sabemos quem foi, quando esteve em Torres Novas, disse que foi das cortes torrejanas que saiu a primeira Lei a favor das mulheres. Por isso, achei muito interessante o mote encontrado para esta Feira de Época”, lembrou o autarca.

A Feira de Época decorre em Torres Novas até ao próximo domingo, 4 de junho, com um leque de atividade, oficinas e momentos de recriação variados, destacando-se a “Chegada da Família Sigea” à “vila”, na primeira noite da Feira, a “Visita à Casa das Irmãs Sigeas”, às 22h00 de sexta-feira, 2 de junho, a “Azáfama e Promessa de Casamento”, sábado, 3 de junho, pelas 19h00 e, a terminar, o Baile de encerramento e o Cortejo de Despedida, no domingo, 4 de junho, a partir das 21h00. Destaque ainda, para os banquetes quinhentistas, que acontecem nos quatro dias da Feira.

FOTOGALERIA/ZÉ PAULO MARQUES:

Programa completo e mais informações sobre este evento, estão disponíveis na página oficial das Memórias da História.


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Natural de Torres Novas, licenciada em jornalismo, apaixonada pelas palavras e pela escrita, encontrou na profissão que abraçou mais do que um ofício, uma forma de estar na vida, um estado de espírito e uma missão. Gosta de ouvir e de contar histórias e cumpre-se sempre que as linhas que escreve contribuem para dar voz a quem não a tem. Por natureza, gosta de fazer perguntas e de questionar certezas absolutas. Quanto ao projeto mais importante da sua vida, não tem dúvidas, são os dois filhos, a quem espera deixar como legado os valores da verdade, da justiça e da liberdade.

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