Em comunicado de imprensa enviado às redações, a Fabrióleo congratula-se pelo facto do tema da despoluição da ribeira da Boa Água ter sido debatido na Assembleia da República na quarta-feira, 19 de julho. Fala assim de uma “perseguição” à empresa que esconde os reais causadores da poluição e convida as forças políticas a visitarem a fábrica.
No texto pode ler-se que “a Fabrióleo reitera a sua posição pela defesa do ambiente do concelho de Torres Novas e aplaude o facto de as várias forças políticas terem defendido no debate parlamentar de hoje a necessidade de se identificar todas as fontes poluidoras da Ribeira da Boa Água”.
A empresa recorda que é portadora da certificação ambiental ISO 14001 e que está há vários meses a ser monitorizada pelo Departamento de Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa. “A Fabrióleo não é a origem do problema da poluição da Ribeira da Boa Água”, frisa. “A empresa tem sido vítima de perseguição e apontada, falsamente, como a origem de todos os problemas ambientais do concelho. Por isso mesmo, a Fabrióleo vai atuar judicial e criminalmente contra aqueles difamam e caluniam a empresa e os seus trabalhadores”, refere.
“Lamentavelmente, tem-se vindo a assistir a tentativas para se esconder e omitir quais são as reais fontes poluidoras da região. A Fabrióleo trabalha no seu dia-a-dia tendo por base os valores da verdade e da transparência e pretende ser uma empresa exemplar e um parceiro ativo na defesa do ambiente”, afirma. Neste sentido, a empresa de óleos alimentares convida os partidos políticos a visitarem as instalações, acompanhados pela equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.
Reitera também a disponibilidade para co-financiar a construção de um coletor que permita às empresas da zona uma ligação à ETAR de Torres Novas e promover o saneamento básico na região. “Por todas estas razões, a empresa congratula-se pelo facto de hoje terem sido dados passos para que sejam identificadas todas as fontes poluidoras e para que se tomem medidas para diminuir os níveis de poluição do concelho”, termina.

Não chega que «se tomem medidas para diminuir os níveis de poluição do concelho» quando o alegado principal suspeito de poluir, que lida com matérias altamente prejudiciais para a saúde humana e as atira para os cursos de água a céu aberto (incluindo também os lencois freáticos, que estão contaminados a ver pelas amostras da água de poços agricolas), essa actividade (criminosa) tem que ser imediatamente terminada.
Além de ser um grave problema de saúde pública, é também um intenso (e nauseabundo) repelente do turismo, da actividade económica e da qualidade de vida do concelho e das suas populações.
Uma ETAR municipal para tratar residuos domesticos não pode levar com óleos e gorduras pelas seguintes razões:
A – Entupimentos e maus cheiros
B – Degradação do tratamento biológico
C – Aumento brutal dos encargos de exploração (energia, reagentes transporte e deposição de gorduras).
D – Dificilmente alguém aceitará em aterro a deposição de gorduras
Portanto de que vale um colector de ligação à ETAR de Torres Novas que vai «rebentar» com a ETAR?
Além disso o cheiro nauseabundo não tem tratamento. Os responsaveis, acham que conseguem calar uma cidade de pessoas totalmente fartas e indignadas com o cheiro?
O unico colector que a camara municipal deveria fazer era alterar a morfologia do terreno na zona publica (e privada com acordo dos proprietários agricultores) circundante à instação do poluidor, de forma a torná-la mais alta para que houvesse refluxo/retorno do efluente lançado para fora.
Assim este (efluente) teria que ser «consumido» na origem.
O facto de estarem a ganhar muito dinheiro a dar descaminho a residuos dificeis de tratar quer dizer apenas que ninguem consegue resolver esse problema dentro da regulamentação (lei) ambiental.
Ou então tem que gastar uma verdadeira fortuna num tratamento para mitigar (apenas uma parte do problema, os cheiros continuarão).
O que tem acontecido até aqui está muito para além da margem da lei (é crime portanto) e existe regulamentação para punir e coimar que acredito, no decurso normal da justiça haverá de chegar.
Nos moldes em que têm trabalhado, até aqui, não têm viabilidade futura os poluidores.
Estas informações aos média servem apenas para ganhar tempo (e a ilusão de mais algum dinheiro) numa campanha que não informa nem convence.
Tão pouco tornará a vida dos responsaveis poluidores, melhor ou mais feliz.
Não acham que já chega?