A “boa nova” para o município de Torres Novas surgiu através da visita de Isabel Oneto, secretária de Estado da Administração Interna, às instalações do Colégio Andrade Corvo, numa reunião combinada com a Câmara e com o Bispo de Santarém, considerando o líder da autarquia torrejana que a visita correu “muito bem” e que foi “importantíssima esta visão com que a senhora secretária de Estado ficou da importância do Colégio Andrade Corvo para a expansão da Escola da PSP”.
“Foi frisado várias vezes – e com gosto ouvimos – a senhora secretária de Estado reafirmar que Torres Novas vai ficar definitivamente o polo único de formação da PSP, para jovens formandos, para graduados, para tudo o que tenha a ver nesse campo. Mas o passo mais importante que vai ser dado, e que aguardamos com uma grande expetativa – não vou entrar em pormenores porque é uma negociação que está em curso entre a secretaria de Estado e os proprietários do Colégio Andrade Corvo, que é o Seminário de Santarém – mas as obras que lá forem executadas, serão suportadas a 100% pelo Estado Português”, afirmou Pedro Ferreira.
ÁUDIO | PEDRO FERREIRA, PRESIDENTE CM TORRES NOVAS:
Relembrando que existe, por exemplo, uma casa apalaçada no Colégio Andrade Corvo, Pedro Ferreira disse que se calhar nem todas as zonas vão ser exploradas pela PSP, mas que a previsão aponta para que a PSP tenha de desembolsar uma quantia de cerca de dois milhões de euros para as obras de adaptação, sendo que consoante o gasto poderá haver uma oscilação na renda.
A Câmara, no entanto, nada tem nada a ver com este processo, uma vez que a negociação decorre entre a PSP e o Seminário de Santarém, proprietário do edifício.
A renda tem sido suportada pelo município, num valor de 25 mil euros por ano, sendo que Pedro Ferreira espera que até ao final do ano o problema esteja resolvido, ultrapassando também um investimento municipal previsto na ordem dos 800 mil euros na requalificação do Colégio Andrade Corvo.
“Este ano está praticamente pago e depois deixaremos de pagar”, disse Pedro Ferreira, acrescentando que a autarquia vai passar a funcionar apenas como veículo financeiro, servindo de intermediário, situação em que a PSP paga à Câmara e depois a autarquia paga ao Seminário.
“O principal é que cada vez se vão criando mais raízes para definitivamente a PSP ter aqui a Casa Mãe ampliada (…) e isso é importante para o futuro de Torres Novas, e também, não menos importante, é que a Câmara não irá ter custos acrescidos no Colégio Andrade Corvo, a partir [do momento] que comecem as obras pela Polícia de Segurança Pública”, disse Pedro Ferreira.
O protocolo entre o município torrejano e a Polícia de Segurança Pública vai assim ter de ser alvo de revisão, pelo que oportunamente irá ser novamente apresentado para apreciação em reunião de Câmara.
