Torres Novas envia condolências e recebe passagem do cortejo fúnebre do agente da PSP Fábio Guerra. Foto: SIC

A vereadora Elvira Sequeira, em reunião de executivo, fez referência ao agente da PSP, Fábio Guerra, formado na Escola Prática de Polícia de Torres Novas, deixando uma nota de condolências à Escola Prática de Polícia, à PSP e também à família do agente que morreu na segunda-feira, vítima das lesões sofridas na sequência das agressões de que foi alvo na madrugada de sábado junto a uma discoteca em Lisboa. O cortejo fúnebre de Fábio Guerra vai passar hoje pela Escola Prática de Polícia, cerca das 16:00.

A menção a este agente “morto quando cumpria o seu dever numa situação de violência em Lisboa, mesmo não estando de serviço” deveu-se ao facto de este ser “um agente recém-formado na Escola Prática de Polícia, aqui em Torres Novas, e porque esteve durante a sua formação policial no meio de nós”, disse a vereadora da autarquia torrejana.

ÁUDIO | ELVIRA SEQUEIRA, VEREADORA CM TORRES NOVAS:

“E por isso uma nota de condolências à Escola Prática de Polícia e à PSP, relembrando que no seu compromisso de honra, estes polícias aqui formados juram dar a vida se preciso for, para nos proteger a todos. Condolências também à família”, terminou Elvira Sequeira.

O cortejo fúnebre de Fábio Guerra vai passar hoje, dia 23 de março, pela Escola Prática de Polícia, cerca das 16:00, durante a sua transladação para a cidade da Covilhã, e decorre sob escolta de honra do Comando Metropolitano de Lisboa.

O cortejo fúnebre passará na rua do Bom Amor, com a Escola Prática de Polícia como pano de fundo. Os cerca de 1000 formandos do Curso de Formação de Agentes da EPP, em conjunto com uma representação dos polícias do efetivo da Escola e representantes do Comando Distrital de Santarém, estarão em sentido na passagem do cortejo fúnebre, no que será uma “muito breve, mas sentida homenagem ao jovem agente, tão precoce e violentamente  tombado  ao serviço da causa nobre da segurança pública”.

Presidente da República diz que agente Fábio Guerra nasceu “para servir os outros”

O Presidente da República deslocou-se na terça-feira à Covilhã para visitar a família do agente da PSP morto na sequência de agressões à porta de uma discoteca, definindo-o como uma pessoa que nasceu “para servir os outros”.

“Ele era uma pessoa verdadeiramente excecional, sempre em tudo, atleta, árbitro, militar, polícia, familiar. Há pessoas que nascem para servir os outros e ele era um desses exemplos”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, à saída da casa da família, no Bairro dos Penedos Altos, onde esteve cerca de 50 minutos.

Numa curta declaração, enquanto entrava no carro, o Presidente da República considerou o agente da PSP o exemplo de uma pessoa formidável.

“É uma família formidável, o Fábio Micael era formidável. Era e é, porque continua o exemplo dele, que era ser formidável”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O agente Fábio Guerra, de 26 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.

O chefe de Estado visitou também ontem a esquadra da PSP de Alfragide para apresentar as condolências aos colegas do agente, enaltecendo a forma como “cumpriu a sua missão”.

Agente Fábio Guerra trasladado para Covilhã pela PSP com percurso de homenagem

O corpo do agente Fábio Guerra, que morreu na sequência de agressões à porta de uma discoteca de Lisboa, será esta quarta-feira trasladado para a Covilhã, de onde é originário, num percurso que a PSP quer que seja uma homenagem.

De acordo com um comunicado da Polícia de Segurança Pública (PSP), o corpo do agente será trasladado pelas 14:00, hora a que sai do Instituto de Medicina Legal em direção ao Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Moscavide, e daí para a Covilhã, com passagem pela Escola Prática de Polícia, em Torres Novas.

“A PSP convida toda a sua família policial e todos os nossos concidadãos a homenagear o nosso camarada falecido, marcando presença ao longo do percurso indicado ou junto à sede do Comando Metropolitano de Lisboa”, na Avenida de Moscavide, nº. 88, onde a escolta fará uma breve paragem, lê-se no comunicado da PSP.

Esta força policial adianta ainda que o velório na Covilhã será reservado aos familiares do agente, havendo uma missa agendada para quinta-feira, na Igreja de são José, na Rua dos Penedos Altos, Covilhã.

O corpo será depois escoltado pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP para o Cemitério da Covilhã, adianta o comunicado.

A PSP reitera “o seu profundo pesar, solidariedade e dor aos familiares e amigos do Polícia Fábio Guerra e aos demais polícias e pessoal sem funções policiais que com ele tiveram o privilégio de diretamente trabalhar”.

Entretanto, três homens, com 24, 22 e 21 anos, foram detidos na segunda-feira pela PJ sob suspeita de envolvimento nas agressões, tendo um deles, civil, sido hoje libertado após ser interrogado pelo Ministério Público, devendo os restantes dois detidos, fuzileiros da Armada, serem interrogados esta quarta-feira por um juiz de instrução criminal.

Os dois fuzileiros são suspeitos do homicídio do agente e de agressões a outros quatro polícias, na madrugada de sábado, encontrando-se detidos na prisão militar de Tomar.

A investigação ao que causou a morte ao agente da PSP Fábio Guerra prossegue, mas, até ao momento, não são conhecidas mais detenções.

O agente Fábio Guerra, de 26 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.

C/LUSA

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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