Festas do Almonda assinalam 37º aniversário da elevação de Torres Novas a cidade. Foto: Luís Carmo

Na cerimónia oficial da comemoração do Dia da Cidade de Torres Novas, que decorreu na sexta-feira no Biblioteca Municipal, relembrou-se a evolução da cidade, o que esta tem de bom e o que se perspetiva para o futuro, tendo-se ainda aproveitado a ocasião para homenagear quem recentemente ajudou na causa ucraniana.

Depois de um primeiro momento musical protagonizado pela Classe de Cordas de Arte do Conservatório de Música do Choral Phydellius e da visualização de um vídeo promocional, falou Pedro Morte, presidente da União de Freguesias de Torres Novas – Santa Maria, Salvador e Santiago, que congratulou todos os autarcas que desempenharam funções ao longo da história de Torres Novas, sublinhando o desafio que se avizinha para as Juntas de Freguesia que vão poder ser elegíveis pela primeira vez a fundos comunitários no âmbito do quadro comunitário Portugal 2030.

Foto: mediotejo.net

Júlio Clérigo, presidente da União das Freguesias de Torres Novas (São Pedro), Lapas e Ribeira Branca, começou por referir que cidade tem um significado para cada um de nós, e que ao longo de vários anos a cidade torrejana foi-se modificando, enaltecendo depois o muito que se melhorou, como a área da ação social, a saúde que “está muito aquém do que precisamos mas está muito além daquilo que tínhamos” evidenciando a existência de um hospital “de excelência”.

Também a área da cultura e o associativismo, a educação e os seus centros escolares e a segurança foi enaltecida por Júlio Clérigo, que afirmou: “nós temos muito de bom, e que me perdoem aqueles que apenas sabem encontrar aquilo que não é bom”.

Depois de mais um momento musical agora protagonizado pela Classe de Canto do Conservatório de Música do Choral Phydellius, foi o presidente do município, Pedro Ferreira, que subiu depois ao palco e abordou a questão ucraniana, pelo que se homenageou o trabalho desenvolvido por Oksana Pavlyshyna assistente operacional na escola Manuel Figueiredo, e o seu contributo no trabalho realizado junto das famílias ucranianas.

Na sessão homenageou-se Oksana Pavlyshyna, assistente operacional na escola Manuel Figueiredo, pelo seu contributo no trabalho realizado junto das famílias ucranianas. Foto: mediotejo.net

Maria Luís, 2ª secretária da Assembleia Municipal de Torres Novas, em representação do seu presidente, sublinhou que o momento assinalado “faz revisitar as origens, como começámos, como aqui chegámos, como estamos e também como queremos continuar”, pelo que importa “homenagearmos o passado, refletirmos sobre o presente e perspetivar o futuro”, afirmando que Torres Novas cresceu e desenvolveu-se tornando-se numa cidade território “bom para viver, para trabalhar, para crescer e para passear”.

Torres Novas tem caraterísticas “singulares”, que têm sido aproveitadas, defendeu ainda Maria Luís que ainda afirmou: “A grande força da uma cidade está também nas pessoas (…) aqui todos contam para a construção desta cidade, cada vez mais viva, dinâmica, atrativa, propiciadora de qualidade de vida e bem-estar, que assim continue”.

O presidente da Câmara Municipal, Pedro Ferreira, apontou uma transformação “imparável” que foi ocorrendo na cidade, enunciando as muitas das melhorias que foram sendo feitas de modo a atingir-se uma qualidade de vida que “é de todos”.

Ao mediotejo.net, Pedro Ferreira referiu que este momento é “sempre importante” e que tem a “obrigação moral” de continuar a valorizar o que foi conquistado, procurando novas metas para serem atingidas, não mostrando dúvidas de que a cidade de Torres Novas evoluiu bastante, em termos de qualidade de vida, em termos de segurança, e em termos de localização estratégica. 

Dino D’Santiago deu um concerto memorável em Torres Novas. Foto: Luís Carmo

Aliás, este fator de localização foi evidenciado por todos aqueles que usaram da palavra na sessão, tendo o presidente da autarquia torrejana alterado um ditado popular para: “Quem tem carro vai facilmente a Torres Novas”, cidade que vê como a “porta norte de Lisboa”.

Imagens: CM Torres Novas

O autarca evidenciou ainda a existência de diversas empresas, tendo em conta que “o modernismo hoje é diferente do modernismo de há 37 atrás, também não se localiza só em três ou quatro grandes empresas que tinha Torres Novas há 37 anos”.

“Hoje, se calhar, tem cem, e as pequenas, médias e grandes empresas que tem acabam por dar uma resposta mais segura, mais inovadora e contribuir de uma forma dentro dessa inovação, a conquistar espaço para contratação de pessoas, dentro das dificuldades que vão aparecendo, mas também criando riqueza”, afirmou ao nosso jornal.

As Festas do Almonda vão atrair gente até ao Jardim das Rosas até domingo, dia 10 de julho. Foto: CM Torres Novas

Pedro Ferreira sublinhou ainda que num ano de crise e de guerra na Europa há muitas empresas e particulares a apostar em Torres Novas, demonstrando isso mesmo com números: de 1 de abril a 30 de junho foram 30 milhões de euros de compras e vendas de imóveis que Torres Novas “sofreu no sentido positivo”, naquilo que o autarca encara como um “sinal vitalizador do nosso concelho”, do seu potencial e da esperança que as pessoas têm para esta região do país, para a cidade e para o concelho.

“Neste dia do 37º aniversário da passagem de Torres Novas a cidade, eu diria que estamos no bom caminho, com calma, com segurança, com saber, com termos consciência do que queremos, de onde é que temos de chegar, e do caminho seguro que devemos seguir, e isso para mim, como autarca neste momento e é o meu último mandato é um sinal de muito regozijo para mim, de segurança, para quem trabalha comigo, e também para os vereadores, que mesmo sendo da oposição, que eu quero acreditar que queiram colaborar num projeto, numa estratégia que seja o melhor para Torres Novas”, disse Pedro Ferreira.

Sobre as Festas do Almonda, programação na qual se inseriu esta cerimónia, Pedro Ferreira disse que já esperava que as festas “corressem muito bem”, mas que, “surpreendentemente”, estão até a superar as suas expectativas, deixando o convite: “(…) são festas abertas, gostaríamos que viesse muita gente de todo o país aqui a Torres Novas, que está perto de tudo – como eu costumo dizer é a porta norte de Lisboa e é o centro do país – venham todos conviver com uma grande família chamada torrejana, uma família simpática”.

As Festas do Almonda prolongam-se até domingo, dia 10 de julho:

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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