O executivo municipal de Torres Novas aprovou por unanimidade a abertura do concurso público para a construção de um elevador para aceder ao Castelo de Torres Novas. A empreitada apresenta um valor base de 300 mil euros e prazo de execução de 210 dias.
A obra, inicialmente apresentada em 2017 dentro dos projetos que iriam tentar obter financiamento europeu do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), vai receber 150 mil euros de uma candidatura ao Turismo de Portugal.
O tema reuniu consenso, embora o vereador independente António Rodrigues tenha alertado que tem que se pensar na envolvente do castelo, a degradar-se, algo que o presidente Pedro Ferreira (PS) referiu que também fora equacionado.
Foi assim aprovado as peças do procedimento e abertura de concurso público de empreitada “Acessibilidades ao Castelo de Torres Novas (Elevador)” com um valor base fixado em 300 mil euros e prazo de execução de 210 dias.
O município conseguiu ver aprovado um financiamento de 150 013,80 euros para este projeto, no âmbito da candidatura ao programa “Turismo de Portugal – Linha de apoio ao Turismo Acessível”.
Segundo informação municipal, o “Castelo de Torres Novas encontra-se bem conservado, mas as características topográficas do seu assentamento sobre uma plataforma, o Alambor, com um desenvolvimento geométrico e topograficamente muito diferenciado e a forma como perimetricamente “toca” na malha urbana circundante, torna a acessibilidade ao seu interior difícil e restritiva”.
“Esta empreitada pretende, a partir das diversas intervenções que serão realizadas, resolver os problemas de acessibilidade ao Castelo a partir da criação de percursos lúdicos e urbanos, restauração de caminhos interrompidos e construção de elevador de acesso, de forma a contribuir para a sua requalificação”, adianta.
Para o elevador é proposta uma “estrutura de betão armado aparente, em que todas as faces visíveis sejam desativadas, conseguindo uma textura mais próxima da pedra, com as antecâmaras do corpo do elevador a serem convenientemente iluminadas através de aparelhos. Frente ao corpo do elevador, propõe-se ainda a construção de um acesso alternativo por escada e um passadiço metálico que liga o patamar do elevador à porta do Castelo. As guardas com prumos verticais em varão de aço e o corrimão em perfil de aço retangular, serão devidamente metalizados e pintados, com a iluminação LED a ser integrada na solução a adotar para o corrimão. Os patamares dos pisos do elevador e o tabuleiro metálico do passadiço serão revestidos com lajetas de betão pré-fabricado, pretendendo-se que os inertes tenham características litológicas idênticas as que formam as muralhas”
“No que diz respeito ao percurso interno, rampa e escada, propõe-se a construção de um estrado metálico na zona da soleira da porta noroeste de acesso, que dando continuidade ao passadiço, antecede o patamar de onde parte, ficando à direita um percurso acessível e à esquerda um lanço de escadas. O percurso será revestido com um pavimento de areia estabilizada com betão e os degraus da escada serão em betão pré-fabricado de cor idêntica ao betão desativado. Está previsto ainda iluminação LED integrada no corrimão metálico, que será instalada no muro, sendo complementada com iluminação LED de encastre no pavimento”, conclui a mesma informação.
Na mesma sessão foi aprovada por unanimidade a abertura do concurso público para a empreitada “Parque Almonda – Moinho dos Duques, Rua do Caldeirão e Rua do Centro Republicano”, com o valor base de 383 321,84 euros (acrescido de IVA) e prazo de execução de 210 dias.
Refere a informação municipal que “no decorrer da empreitada de arranjos exteriores do Almonda Parque, na zona norte da intervenção e durante o acompanhamento arqueológico, foram encontrados um conjunto de infraestruturas de dois complexos prato-industrial datada da Época Moderna. No local vulgarmente designado de «Moinho do Duque», foram colocadas a descoberto várias infraestruturas que em complemento das já conhecidas estruturam: um lagar de azeite de três varas e os negativos de um moinho de cereal do qual só se conhecia a estrutura criptopórtica relacionada com a gestão da motorização hidráulica”.
Com esta empreitada vai-se intervir nestes dois complexos arqueológicos prato-industriais. Prevê-se a restruturação do moinho, “do perfil de alvenaria de acesso ás prensas de varas com integração das tarefas, com acabamento do piso conforme o paisagismo já definido pelo próprio Parque Almonda, nomeadamente em verde com a correspondente rede de rega”.
“No que diz respeito ao moinho de cereal, os trabalhos previstos visam valorizar o piso da infraestrutura e os respetivos negativos dos antigos engenhos, assim como ao nível inferior, da estrutura criptopórtica das levadas de água, realizar a sua consolidação e enrocamento de base e iluminação rematado o espaço de intervenção com uma guarda metálica”, adianta a mesma informação.
Encontra-se ainda previsto um pavimento do tipo pedonal para a rua do Caldeirão até à escadaria da Central do Caldeirão e a partir dessa a sua ligação ao Parque Almonda pelo espaço compreendido entre o tardoz do Moinho dos Duques e o edifício onde funciona o espaço comercial denominado de “Trampolim”.
Do lado oposto propõe-se prolongar a solução de pavimentos e de mobilidade da “Zona de Coexistência do Centro Histórico”, desde o Largo D. Diogo Fernandes de Almeida até à rotunda do Nogueiral, integrando desta forma o Parque Almonda na Zona de Coexistência através da rua do Centro Republicano.
Por último, refere, os trabalhos vão consolidar parte dos muros da margem direita do rio Almonda oposto à intervenção dos “Arranjos Exteriores do Almonda Parque” através do preenchimento de lacunas com soluções de injeção de caldas de argamassa e proteção da estrutura primária em estacaria com pedra rachão arrumada.
